Profissionais mais jovens se sentem insatisfeitos com as oportunidades

Estudo revela que a maioria dos engenheiros com mais de 30 anos está no Sudeste, enquanto jovens profissionais se mostram insatisfeitos.
Em São Paulo, 6 de outubro de 2023, uma pesquisa revela que o mercado de engenharia no Sudeste está saturado, com a maioria dos engenheiros com mais de 30 anos concentrados na região. Profissionais mais jovens, por sua vez, enfrentam dificuldades e insatisfação com as oportunidades disponíveis.
Dados e tendências do setor
A pesquisa da Quaest, realizada a pedido do Confea e do Crea-SP, entrevistou 48 mil profissionais de engenharia entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025. Os dados mostram que mais de 50% dos engenheiros com mais de 30 anos estão no Sudeste, enquanto apenas 28% dos engenheiros na faixa de 18 a 24 anos residem na mesma região. O Sul do Brasil concentra 23% dos profissionais jovens, seguido pelo Norte com 18%, Nordeste com 17% e Centro-Oeste com 14%.
Desafios enfrentados pelos jovens
Os engenheiros com idades entre 25 e 29 anos são os que mais se sentem insatisfeitos, com 35% relatando descontentamento. As principais queixas incluem a falta de vagas (37%) e salários considerados baixos (31%). Em contraste, a satisfação entre engenheiros com 35 anos ou mais varia de 65% a 73%.
O cenário em Manaus
Em Manaus, a situação é diferente. Giovanna Lins, estudante de engenharia civil, observa um aumento na presença de construtoras na região, enquanto o engenheiro Sérgio Lenerson destaca uma crescente demanda por serviços de engenharia. No entanto, o presidente do Confea, Vinicius Marchese, alerta que o Sudeste está no limite das oportunidades disponíveis, o que pode dificultar a inserção de novos profissionais.
Considerações finais
O estudo evidencia a necessidade de ações que possam equilibrar a oferta de trabalho em diferentes regiões e melhorar a satisfação entre os jovens engenheiros. A falta de mão de obra especializada em algumas áreas também é uma preocupação crescente, conforme relatado por empresas do setor. A situação requer uma atenção especial das autoridades e instituições de ensino para que possam alinhar a formação profissional às demandas do mercado.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








