Menino sofre acidente trágico em escola de Portugal após bullying


Mãe relata dor e negligência após filho ter dedos decepados em incidente escolar

Menino sofre acidente trágico em escola de Portugal após bullying
Menino sofreu acidente em escola pública. Foto: Rui Gaudêncio/Público Brasil

Mãe denuncia bullying e negligência após filho ter dedos decepados em escola de Portugal.

Menino teve dedos decepados em escola de Portugal devido a bullying

No último dia 10, um menino de 10 anos sofreu um acidente trágico em uma escola pública na vila de Souselo, Portugal. O garoto, que vinha sendo vítima de bullying, teve as pontas dos dedos médio e indicador da mão esquerda decepados ao tentar escapar de colegas que o ameaçavam trancar no banheiro. A mãe, uma soldadora brasileira, denunciou o incidente como parte de uma série de episódios de racismo e xenofobia que seu filho enfrentava na instituição.

Negligência da escola e dificuldades com a polícia

Após o acidente, a mãe foi chamada à escola, onde encontrou seu filho sangrando intensamente. Em vez de um atendimento imediato, foram necessárias duas horas até que ele fosse levado ao Hospital São João, em Porto, o mais próximo. A cirurgia, realizada no dia seguinte, não pôde reimplantar os dedos, pois um deles não foi encontrado. A soldadora relatou que ao tentar registrar a ocorrência na polícia, inicialmente não foi levada a sério, com os agentes afirmando que racismo e xenofobia não existiam em Portugal.

Mobilização e apoio jurídico

Diante da recusa em atender seu apelo, a mãe recorreu às redes sociais para buscar apoio. Logo, advogados que trabalham com imigrantes brasileiros em Portugal se mobilizaram, oferecendo assistência legal sem custos. A advogada Catarina Zuccaro coordena o caso, que busca responsabilizar a escola pela segurança dos alunos, conforme previsto na legislação portuguesa.

Aumento dos crimes de ódio em Portugal

O caso do menino não é isolado. Um relatório recente da Comissão Europeia destacou um aumento significativo nos crimes de ódio em Portugal, com um número crescente de incidentes envolvendo discriminação racial e xenofobia. A pressão política e social para que o governo tome medidas efetivas contra a violência e o bullying nas escolas está crescendo, especialmente após casos como o do menino brasileiro.

Questões familiares e futuro incerto

A soldadora, que chegou a Portugal em 2018, expressou sua preocupação com o futuro do filho e a possibilidade de continuar vivendo na cidade. Além de lidar com as consequências do acidente, ela aguarda uma consulta médica para decidir como irá comemorar o aniversário de 10 anos do garoto. A situação reforça a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre o ambiente escolar e a proteção das crianças contra a violência e a discriminação.

Este caso levanta questões críticas sobre a segurança nas escolas e a proteção dos direitos das crianças, especialmente em contextos de bullying e xenofobia, que devem ser abordados com seriedade e urgência.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Rui Gaudêncio/Público Brasil


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