Megaoperação no Rio: 99 mortos identificados, 78 com histórico criminal


Balanço da operação revela detalhes sobre o tráfico de drogas no estado

Megaoperação no Rio: 99 mortos identificados, 78 com histórico criminal
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A megaoperação policial no Rio de Janeiro identificou 99 mortes, com 78 indivíduos tendo histórico criminal. A ação visava desarticular o Comando Vermelho.

Na manhã de sexta-feira (31), a Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou parte dos nomes dos 99 indivíduos mortos na megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão na terça-feira (28). O total de mortes na ação foi de 121, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, com os corpos dos agentes já sepultados.

Informações sobre os mortos

De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, dos 117 suspeitos mortos na “Operação Contenção”, 99 foram identificados. Destes, 78 possuíam histórico criminal, incluindo homicídios e tráfico de drogas, além de 42 terem mandados de prisão em aberto. Entre os identificados, 39 são de outras unidades da federação, como 13 do Pará e 7 do Amazonas.

O papel do Comando Vermelho

Os complexos da Penha e do Alemão foram citados como o Quartel-General do Comando Vermelho (CV) em nível nacional, funcionando como centro de decisões para a facção em todo o Brasil. O secretário Curi destacou que esses locais realizam treinamentos para preparar marginais que retornarão a seus estados de origem.

A operação e suas consequências

A operação mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar com o objetivo de desarticular o Comando Vermelho, cumprindo cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão. Foram apreendidos 91 fuzis, 26 pistolas, 1 revólver e uma tonelada de drogas. O governador Cláudio Castro garantiu que as ações continuarão em prol da segurança da sociedade.

O fugitivo

O principal alvo da operação, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, conseguiu escapar, utilizando “soldados” do tráfico para criar uma barreira. O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil por informações sobre seu paradeiro. Doca tem um longo histórico criminal, com prisões anteriores por tráfico e porte de arma.

Notícia feita com informações do portal: www.redetv.uol.com.br


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