Médico é preso por atraso de cinco horas em parto no Amazonas


Bebê morreu após complicações durante o nascimento devido à demora do profissional

Médico é preso por atraso de cinco horas em parto no Amazonas
Médico boliviano Humberto Fuertes Estrada preso pela Polícia Federal — Foto: Médico boliviano Humberto Fuertes Estrada preso ontem pela Polícia Federal

Médico é preso após bebê morrer em parto; ele atrasou cinco horas para chegar ao hospital.

No último sábado, o médico boliviano Humberto Fuertes Estrada foi preso preventivamente pela Polícia Federal, suspeito de omissão e homicídio qualificado após a morte de um recém-nascido no Amazonas. A situação ocorreu no Hospital Regional Vinícius Conrado, na cidade de Eirunepé, onde a equipe médica tentou entrar em contato com o profissional, que estava de sobreaviso, mas não atendeu às ligações. O atraso de cinco horas resultou na morte da menina Alana, que não tinha possibilidade de sobrevivência no momento do parto.

Circunstâncias da Prisão

A Polícia Federal informou que a prisão de Humberto foi decretada pelo Tribunal de Justiça da Comarca de Eirunepé. O médico foi localizado utilizando um caixa eletrônico em um supermercado em Manaus, a mil quilômetros do hospital onde ocorreu o parto. Ele foi monitorado pelos agentes até ser detido ao chegar em casa e, em seguida, encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas.

Alegações do Médico

Em sua defesa, Humberto alegou que teve seu celular furtado durante a madrugada e negou qualquer omissão ou negligência. Ele atribuiu a morte do bebê a limitações estruturais da unidade hospitalar, à falta de especialistas e a falhas no acionamento da equipe médica. Essa declaração, no entanto, não diminuiu a gravidade da situação, provocando indignação e clamor por justiça.

Ações das Autoridades

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, enquanto o Cremam (Conselho Regional de Medicina do Amazonas) está investigando o ocorrido. O médico foi afastado do hospital, e a Prefeitura de Eirunepé anunciou que irá instaurar um procedimento administrativo para analisar possíveis falhas ou descumprimentos de dever funcional. A prefeitura também informou que está oferecendo assistência à família da bebê, lamentando a tragédia e oferecendo apoio multiprofissional da rede municipal de saúde.

Repercussão do Caso

O caso gerou comoção na comunidade local e levantou questões sobre a responsabilidade dos profissionais de saúde em situações de emergência. A morte de Alana não apenas trouxe dor à sua família, mas também acendeu um debate sobre a necessidade de melhorias nas estruturas de saúde e a importância da prontidão dos profissionais em momentos críticos. O pai da bebê expressou em redes sociais que a história de Alana ecoa como um chamado por justiça e reformas necessárias no sistema de saúde.

Este incidente destaca a importância de protocolos adequados e a necessidade de resposta rápida em casos de emergência, especialmente em áreas remotas onde o acesso à saúde pode ser limitado. A sociedade aguarda ansiosamente o desfecho das investigações e um posicionamento claro das autoridades sobre as responsabilidades no caso.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Médico boliviano Humberto Fuertes Estrada preso ontem pela Polícia Federal


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