Estudos comprovam eficácia, mas custos altos dificultam tratamento pelo SUS

Medicamentos Kisqali e Verzenios mostram melhorias significativas na sobrevida de pacientes com câncer de mama, mas acesso no SUS é escasso devido ao alto custo.
Estudos recentes mostraram que os medicamentos Kisqali e Verzenios melhoram a sobrevida e reduzem o risco de morte e recidiva em pacientes com câncer de mama em estágio inicial. No entanto, em 30 de outubro de 2023, especialistas alertam que o acesso no Sistema Único de Saúde (SUS) é limitado devido ao alto custo das medicações, que pode chegar até R$ 36 mil.
Eficácia dos medicamentos
Os estudos foram apresentados no Congresso da Esmo, em Berlim. O estudo Natalee, sobre o Kisqali (ribociclibe), indicou que o medicamento reduz em 28% o risco de recorrência. O estudo MonarchE, referente ao Verzenios (abemaciclibe), mostrou uma redução de 15,8% na mortalidade em dois anos de uso. Especialistas como Stephen Johnston, do Royal Marsden NHS Foundation Trust, destacam a importância desses resultados para o tratamento de câncer de mama inicial de alto risco.
Acesso e cobertura no SUS
Embora os medicamentos tenham sido aprovados pela Anvisa e recomendados pela Conitec para o SUS, o acesso prático é limitado. Carlos Anjos, oncologista clínico, ressalta que, apesar da aprovação, muitos pacientes não recebem o tratamento devido ao alto custo, que gira em torno de R$ 15 mil mensais. Apenas o Verzenios foi oficialmente incorporado ao SUS para tratamento complementar, enquanto o Kisqali ainda aguarda decisões para sua inclusão e financiamento.
Desafios enfrentados pelos pacientes
Os pacientes dependem das operadoras de saúde para obter os medicamentos. Enquanto algumas entregam as medicações em casa, outras permitem a retirada em locais de tratamento. Para aqueles sem plano de saúde, alguns hospitais privados, como o Sírio-Libanês, oferecem as medicações mediante prescrição.
Considerações finais
Ambos os medicamentos são utilizados em combinação com terapia hormonal e têm efeitos colaterais comuns, como fadiga e náuseas. O Kisqali é administrado em ciclos de 28 dias, enquanto o Verzenios é tomado continuamente. Apesar da eficácia comprovada, o acesso limitado e o alto custo permanecem obstáculos significativos para muitos pacientes com câncer de mama.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








