Medicamentos de Bolsonaro: segurança e possíveis efeitos colaterais


Psiquiatras analisam o uso da sertralina e pregabalina em pacientes idosos

Medicamentos de Bolsonaro: segurança e possíveis efeitos colaterais
Exame de saúde mental e medicamentos utilizados. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Uso de sertralina e pregabalina é seguro, mas pode causar efeitos colaterais em raros casos.

Medicamentos utilizados por Bolsonaro: segurança e efeitos colaterais

Os medicamentos utilizados por Jair Bolsonaro, como a sertralina e a pregabalina, são frequentemente prescritos para pacientes idosos, pois são considerados seguros. No entanto, psiquiatras alertam que, em situações específicas, a combinação dessas substâncias pode levar a efeitos colaterais indesejados, como episódios de delirium. Este termo é utilizado na psiquiatria para descrever alterações na atenção, na cognição e no nível de consciência do paciente.

Durante uma audiência de custódia no último domingo (23) na Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro mencionou ter sentido uma “certa paranoia” após o uso dos medicamentos, o que levantou questionamentos sobre a interação entre eles. A sertralina é um inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS), indicado para tratar depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. Por sua vez, a pregabalina é um anticonvulsivante com propriedades ansiolíticas e também é utilizada para o tratamento da dor crônica.

A combinação destes dois medicamentos pode, em casos raros, provocar uma condição chamada hiponatremia, que é a redução do sódio no organismo. Isso pode resultar em confusão mental e, em situações extremas, até coma. O psiquiatra Ricardo Castilho, do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, alerta que é essencial descartar outras causas clínicas que poderiam estar contribuindo para os sintomas apresentados, como infecções ou desidratação.

O psiquiatra Rodrigo Fonseca Martins Leite, também da USP, enfatiza que, embora a combinação de sertralina e pregabalina seja geralmente segura, é preciso considerar a dose e a supervisão médica. Ele acrescenta que o comportamento descrito por Bolsonaro, como pegar um soldador, sugere uma organização cognitiva que pode não ser compatível com os efeitos de confusão mental que podem ocorrer com superdosagem.

De acordo com a literatura médica, os efeitos colaterais associados a esses medicamentos são raros, mas possíveis. A identificação de uma superdosagem ou a manipulação das doses sem supervisão médica pode levar a complicações sérias. Portanto, é imprescindível que pacientes que utilizam esses medicamentos sejam monitorados adequadamente por profissionais de saúde.

Em resumo, a combinação de sertralina e pregabalina é considerada segura na maioria dos casos, mas pode apresentar riscos em situações específicas, especialmente entre pacientes idosos. A avaliação médica e o acompanhamento são cruciais para garantir a segurança do tratamento e minimizar potenciais efeitos colaterais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Gabriela Biló/Folhapress


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