Dados apontam erros médicos e falta de padronização como causas principais

Mato Grosso registrou 1.797 processos judiciais por falhas médicas em 2025.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que Mato Grosso registou 1.797 processos judiciais por falhas médicas, como erros na identificação de pacientes, falhas na dosagem ou administração de medicamentos, equívocos cirúrgicos e erros de comunicação entre a equipe e o paciente. Os números foram divulgados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) nesta segunda-feira (27).
Contexto dos processos
Os registros contabilizados entre janeiro e 30 de setembro de 2025 refletem a alta carga de trabalho dos profissionais da saúde e a falta de padronização em hospitais e clínicas. A doutora Aline Albuquerque, membro da SOBRASP, alerta que é essencial compreender o contexto antes de atribuir culpa ao profissional.
Comparação nacional
Em termos nacionais, foram registrados 72.247 novos processos por danos materiais e morais relacionados à prestação de serviços de saúde neste mesmo período. São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro lideram em quantidade de casos, enquanto Mato Grosso ocupa a 13ª posição entre os 26 estados e o Distrito Federal.
Desafios enfrentados
Segundo a OMS, um em cada dez pacientes globalmente sofre danos por falhas no atendimento, resultando em 3 milhões de mortes anuais. A falta de acesso ao prontuário médico, que pertence ao paciente, é uma das dificuldades enfrentadas no Brasil. O CNJ destaca que os pacientes têm direito total às informações sobre seu tratamento.
Metas para a segurança do paciente
O plano da OMS propõe metas para reduzir riscos e envolver os pacientes na governança das instituições. O letramento em saúde é uma prioridade, pois um nível baixo dificulta o exercício dos direitos dos pacientes, resultando em despesas médicas elevadas. A OMS busca garantir segurança nos processos clínicos e capacitar pacientes e familiares para um cuidado em saúde mais seguro.








