Relatório da Universidade de Yale aponta 31 locais de massacres em Al-Fashir

Relatório da Universidade de Yale revela que a milícia RSF continua os massacres em Al-Fashir, Sudão, com evidências de 31 locais de corpos.
Em Al-Fashir, Sudão, imagens de satélite indicam que, quase uma semana após paramilitares tomarem a cidade, os massacres continuam na região. Um relatório da Universidade de Yale, divulgado em 31 de outubro, revela que a maior parte da população local pode estar morta, sequestrada ou escondida. As Forças de Apoio Rápido (RSF) tomaram a cidade no último domingo (26) e expulsaram as tropas regulares do Exército sudanês.
Relatos de atrocidades
Desde a queda de Al-Fashir, surgiram relatos de execuções sumárias, violência sexual e ataques a trabalhadores humanitários. Sobreviventes que chegaram à cidade vizinha de Tawila, localizada a 70 quilômetros a oeste, relataram ter testemunhado massacres e viram crianças sendo executadas na frente de seus pais. Além disso, há relatos de corpos abandonados nas ruas. O laboratório de Yale identificou pelo menos 31 locais, incluindo bairros e instalações militares, que contêm o que parecem ser corpos humanos.
A resposta das autoridades
A organização Médicos Sem Fronteiras expressou temor pelo risco iminente de morte para muitos que permanecem em Al-Fashir. O chefe de operações de emergência do MSF, Michel Olivier Lacharité, questionou o paradeiro das pessoas desaparecidas e sugeriu que a resposta mais provável é que esses indivíduos tenham morrido ou sido perseguidos ao tentar escapar. A RSF afirmou ter prendido combatentes acusados de atrocidades e prometeu responsabilizar aqueles que cometerem erros.
Crise humanitária em evidência
A ONU estima que cerca de 65 mil pessoas conseguiram fugir da cidade, mas dezenas de milhares permanecem presas em Al-Fashir, onde cerca de 260 mil habitantes estavam presentes antes do ataque final dos paramilitares. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, classificou a situação como “absolutamente apocalíptica” e a maior crise humanitária do mundo. Relatos indicam que a milícia recebeu apoio em armas e drones, o que os Emirados Árabes Unidos negaram categoricamente.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








