Ministra participou de debate sobre livro na capital federal

Durante debate em Brasília, Marina Silva ressaltou que a democracia brasileira não superou a desumanização, destacando a necessidade de mudanças.
Em Brasília, no dia 30 de outubro de 2025, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) participou de um debate sobre o livro “A Palavra e o Poder”, onde ressaltou que a democracia brasileira não superou a desumanização. Ela enfatizou que, apesar dos avanços, indígenas e negros continuam a enfrentar discriminação. Silva mencionou o conceito de “ninguendade” do sociólogo Darcy Ribeiro, afirmando que a Nova República não conseguiu garantir um compromisso que não tolere essa desumanização.
Debate sobre democracia e desumanização
O evento, mediado pelo professor Rodrigo Tavares, contou com a presença de Ana Flavia Magalhães Pinto, professora da UnB, e Marcos Terena, líder indígena. Terena chamou a atenção para a dificuldade do Estado em demarcar terras indígenas, atribuindo isso à falta de diálogo. Ana Flávia, por sua vez, lembrou da recente operação policial no Rio de Janeiro que vitimou 121 pessoas, questionando a verdadeira condição de democracia no Brasil, onde muitos ainda não têm assegurada a sua humanidade.
Urgência de mudanças em políticas públicas
Vinicius Mota, secretário de Redação da Folha, contrapôs os argumentos, afirmando que a Nova República proporcionou instrumentos para o autogoverno, mas reconheceu que as demandas sociais, como a demarcação de terras e a redução da violência policial, são urgentes. Marina Silva também abordou a conferência do clima da ONU, prevista para novembro em Belém do Pará, e a necessidade de alinhar as contribuições dos países com a meta de não superar 1,5 °C de aquecimento global, além de criticar o aumento abusivo nos preços das acomodações para o evento.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








