Marcha indígena inicia segunda semana da COP30 em Belém


Protesto destaca a necessidade de demarcação de terras e a luta contra a violência nos territórios

Marcha indígena inicia segunda semana da COP30 em Belém
Manifestantes durante a marcha em Belém. Foto: Governo Federal

Indígenas realizam marcha em Belém para exigir demarcação de terras e protestar contra a violência em seus territórios.

Marcha indígena inicia a segunda semana da COP30

Na manhã de 17 de novembro, a COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, começou a segunda semana com uma significativa marcha indígena em Belém, Pará. O evento, que partiu da Aldeia COP, instalada na Escola de Aplicação da UFPA, reuniu aproximadamente 4.000 indígenas de diversas partes do Brasil e do exterior. O ato visou chamar a atenção para a demarcação de terras e a violência enfrentada nas comunidades.

Participação de líderes indígenas e autoridades

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, marcou presença na marcha e enfatizou a importância do ato. Durante seu discurso, ela anunciou que o presidente Lula pretende demarcar novos territórios indígenas durante a COP30, embora não tenha especificado quantos ou quais seriam. “É por isso que ainda nesta COP, o presidente Lula vai fazer mais esse gesto para avançar com a demarcação de terras indígenas”, afirmou Guajajara, recebendo aplausos e gritos de apoio dos manifestantes.

Violência nos territórios indígenas

A marcha também teve um tom de protesto contra a violência que os povos indígenas enfrentam, especialmente em relação aos conflitos territoriais com fazendeiros e garimpeiros. Um caso recente, que mobilizou os participantes, foi o assassinato de um indígena guarani-kaiowá, Vicente Fernandes Vilhalva, que ocorreu na comunidade de Pyelito Kue, em Iguatemi, Mato Grosso do Sul. A morte e os ferimentos de outros quatro indígenas durante o ataque evidenciam a urgência da luta pela proteção dos direitos indígenas.

Kleber Karipuna, coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ressaltou a importância da marcha: “Essa manifestação é para trazer também essa mensagem importante da defesa da vida dos nossos defensores e defensoras, que estão lutando pelos nossos direitos territoriais”.

Críticas ao governo anterior

Durante o ato, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando que ele não demarcou nenhuma terra indígena durante seu mandato. O policiamento na entrada da COP30 foi intensificado, com a presença de agentes da Força Nacional e da Polícia Militar, além de bloqueios em ruas próximas ao evento, visando garantir a segurança dos participantes e autoridades presentes.

Conclusão

A marcha indígena não apenas deu início à segunda semana da COP30, mas também serviu como um forte lembrete da luta contínua dos povos indígenas pelo reconhecimento e proteção de seus direitos. Com a presença de milhares de manifestantes e apoio de líderes, o evento destacou a necessidade urgente de demarcação de terras e a defesa dos direitos humanos.

Assim, a COP30 se apresenta não apenas como uma conferência sobre mudanças climáticas, mas também como um espaço para escutar as vozes dos povos que habitam e cuidam das terras ameaçadas pela exploração e pela violência.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Governo Federal


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