Técnica inovadora ajuda biólogos a monitorar a espécie ameaçada no Estado de São Paulo.

Técnica de mapeamento acústico facilita a pesquisa do mico-leão-preto, aumentando o número de grupos identificados.
A técnica de mapeamento acústico passivo (MAP) tem se mostrado fundamental na pesquisa do mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) no Estado de São Paulo. Desde 2018, a Suzano tem desenvolvido projetos em áreas de vegetação nativa, facilitando a contagem e monitoramento da espécie. Em 2025, foram detectados mais oito grupos de micos-leões-pretos, um avanço significativo comparado ao registro de um único grupo em 2018.
Avanços na pesquisa
O uso da MAP, em conjunto com inteligência artificial para detecção de vocalizações, permitiu que pesquisadores identificassem não apenas o mico-leão-preto, mas também outras espécies de primatas, como o bugio-ruivo (Alouatta guariba) e o macaco-prego (Sapajus nigritus). Com 12.480 horas de gravações analisadas, a metodologia demonstrou eficácia ao registrar vocalizações durante o período em que os primatas estão mais ativos, das 6h às 18h.
Importância da colaboração
A Suzano firmou parceria com o Laboratório de Primatologia (LaP) da Unesp, permitindo que alunos e pesquisadores realizem estudos nas áreas da empresa. Essa colaboração é crucial para o monitoramento e conservação do mico-leão-preto, uma espécie ameaçada. A Dra. Anne Sophie de Almeida e Silva, responsável pelo projeto, destaca a importância da tecnologia na identificação de novos grupos.
Ecologia alimentar
Os micos-leões-pretos se alimentam principalmente de frutos do jerivá (Syagrus romanzoffiana), que representam até 60% da dieta na área monitorada. Estudos futuros buscarão entender melhor a relação entre a dieta e a disponibilidade de recursos na região, contribuindo para a conservação da espécie.
A Suzano, por meio de seu monitoramento, registrou 221 espécies de animais nas fazendas em 2024, demonstrando o compromisso com a biodiversidade e a conservação ambiental.








