Manifestações na Itália em apoio à Palestina


Greve nacional atrai milhares de pessoas em várias cidades

Manifestações na Itália em apoio à Palestina
Milhares se reuniram em protestos na Itália. Foto: Piero Cruciatti/AFP

Milhares de pessoas participaram de uma greve nacional na Itália em apoio à Palestina.

Nesta segunda-feira (22), milhares de pessoas saíram às ruas em dezenas de cidades da Itália em manifestações de apoio à Palestina e contra Israel. A greve nacional, anunciada por centrais sindicais, interrompeu serviços em escolas e no transporte ferroviário e metropolitano, resultando em algumas passeatas que terminaram em confrontos entre manifestantes e policiais.

Protestos em várias cidades

Em Milão, no norte do país, o fim do ato foi marcado por quebra-quebra na Centrale, a principal estação de trens da cidade. Um grupo tentou invadir as plataformas e, ao ser impedido pela polícia, destruiu vitrines e danificou a entrada principal da estação. O confronto se estendeu para a rua, com manifestantes atacando agentes com objetos, que responderam com bombas de fumaça. Cerca de 60 policiais ficaram feridos e ao menos dez manifestantes foram presos.

Reações do governo

A primeira-ministra Giorgia Meloni comentou os incidentes, afirmando que as imagens de violência em Milão são inaceitáveis e que tais atos não contribuem para a solidariedade, mas poderão ter consequências negativas para os cidadãos italianos. A Itália, ao contrário de outros países europeus como Reino Unido e Portugal, não reconhece o Estado da Palestina.

Outros atos e consequências

Além de Milão, outros protestos em Bolonha e Nápoles também resultaram em intervenções policiais. Em Bolonha, manifestantes bloquearam uma rodovia, levando a polícia a usar gás lacrimogêneo. Em Marghera, nas proximidades de Veneza, a passeata terminou com uma tentativa de invasão ao porto. Em Roma, cerca de 50 mil pessoas se reuniram sem incidentes, e um grupo de universitários ocupou parte da Universidade Sapienza. A USB (União Sindical de Base), uma das organizadoras, justificou a greve como uma forma de apoiar a população palestina e pressionar o governo a romper relações com Israel.


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