Revitalização do Centro Histórico contrasta com a realidade de pessoas em situação de rua

Manaus completa 356 anos com obras de revitalização, mas desigualdade e pessoas em situação de rua ainda são visíveis.
Manaus comemora 356 anos nesta sexta-feira (24) enquanto as obras de revitalização no Centro Histórico ganham destaque. No entanto, o contraste entre o progresso e a exclusão social é notável, com muitas pessoas ainda vivendo nas ruas.
Situação das pessoas em situação de rua
Um levantamento da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) revela que 819 pessoas estão em situação de rua na cidade, com 56% desse total concentradas na Zona Sul, onde se localiza o Centro. A maioria dos afetados são homens entre 25 e 55 anos.
Ações de assistência e revitalização
O trabalho da Semasc inclui atendimentos em serviços de Proteção Social, com 857 abordagens sociais já realizadas e 130 pessoas encaminhadas para abrigos. Além disso, o Centro Histórico está passando por revitalizações em praças e ruas de grande circulação, mas especialistas apontam que essas ações não atacam as causas da desigualdade.
Desafios e críticas
Arquiteto e urbanista Maurício Carvalho adverte sobre o risco de gentrificação, onde a valorização do espaço urbano pode expulsar moradores de baixa renda. A assistente social Ana Bezerra destaca a falta de abrigos como um dos principais desafios. A nova Casa de Passagem, inaugurada neste aniversário, pode ajudar, mas a necessidade de um atendimento contínuo é crucial.
Necessidade de políticas integradas
O sociólogo Marcelo Serafico enfatiza que a cidade precisa de políticas estruturais de habitação, emprego e transporte público que promovam inclusão social. A revitalização deve equilibrar interesses econômicos e sociais, garantindo que o progresso não ignore os problemas reais enfrentados pela população.








