O major Ângelo Martins Denicoli foi sentenciado pelo STF após envolvimento em esquema de desinformação.

Major Ângelo Martins Denicoli foi condenado a mais de 17 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
O major do Exército Ângelo Martins Denicoli, morador de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (21), a mais de 17 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Denicoli era um dos réus da Ação Penal (AP) 2694, denunciada por disseminar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e atacar instituições e autoridades públicas, contribuindo para a articulação golpista.
Envolvimento e condenação
O major fazia parte do Núcleo 4 da investigação, denominado “Núcleo da Desinformação”. A Primeira Turma já havia condenado outros oito réus do Núcleo 1, que incluía o ex-presidente Jair Bolsonaro. Denicoli foi condenado a mais de 17 anos em regime inicialmente fechado, com a imposição de multas e uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Detalhes da acusação
A Procuradoria Geral da República (PGR) destacou a participação de Denicoli em reuniões para elaborar um relatório do Instituto Voto Legal (IVL), que atacava as urnas eletrônicas. Durante o julgamento, a defesa alegou que sua participação não implicava em crime, mas a condenação foi mantida.
Consequências e repercussões
Após a condenação, Denicoli foi alvo da operação da “Tempus Veritatis” e foi exonerado de seu cargo na Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp). Sua condenação reflete o endurecimento das ações contra a desinformação e tentativas de desestabilização do Estado Democrático de Direito.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








