Multinacional dinamarquesa discute leilão de terminal no Porto de Santos

A multinacional Maersk pede que a discussão sobre o megaterminal de Santos seja técnica, alegando que restrições à concorrência não foram debatidas.
Na cidade de Santos, em 2 de outubro de 2023, a multinacional dinamarquesa Maersk reafirmou a necessidade de uma discussão técnica sobre o megaterminal Tecon 10, que deverá ser leiloado até o final do ano. Leonardo Levy, diretor da APM Terminals, destacou que a participação restrita a armadores não foi debatida.
Contexto do leilão do Tecon 10
O leilão do Tecon 10 está sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União), que deve recomendar o modelo à Antaq e ao Ministério de Portos e Aeroportos. A proposta inicial exclui armadores com terminais em Santos, como a própria Maersk, MSC, CMA CGM e DP World. Levy argumenta que essa restrição prejudicaria a concorrência e que novos debates são necessários.
Argumentos da Maersk
Levy ressaltou que a Maersk planeja investir R$ 30 bilhões no Brasil, e a discussão deve ser centrada em questões técnicas, não políticas. Ele questionou a eficácia das restrições, afirmando que não há evidências de que elas sejam necessárias. A multinacional está disposta a judicializar o leilão se necessário, buscando garantir a participação de todos os interessados.
Próximos passos e expectativas
A expectativa é que o leilão aconteça em breve, e a Maersk solicita que a discussão retorne ao foco técnico, evitando distrações políticas. A empresa acredita que o Brasil precisa urgentemente de mais capacidade portuária, e o Tecon 10 é uma oportunidade crucial para atender essa demanda.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








