Maduro afirma que 82% dos venezuelanos estariam prontos para lutar pelo país


Declaração foi feita em resposta a mobilizações militares dos Estados Unidos na região

Maduro afirma que 82% dos venezuelanos estariam prontos para lutar pelo país
Nicolás Maduro durante cerimônia em Caracas. Foto: Marcos Salgado – 25.nov.25/Xinhua

Nicolás Maduro afirmou que 82% dos venezuelanos estão dispostos a defender o país com armas, sem citar fontes.

Maduro afirma que 82% dos venezuelanos pegariam em armas para defender o país

Em uma declaração polêmica nesta quinta-feira (27), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que 82% dos venezuelanos estão dispostos a pegar em armas para defender o país. Essa afirmação ocorre em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos, que mobilizam forças militares no Caribe. Maduro, que não citou fontes para respaldar suas alegações, fez a declaração durante um evento comemorativo dos 105 anos da Força Aérea Bolivariana e dos 33 anos de uma tentativa de golpe militar contra Hugo Chávez.

Durante seu discurso, Maduro afirmou: “Mais de 94% apoiam os esforços de paz em curso, e números gigantescos, nunca vistos antes, [mostram que] 82% dos venezuelanos dizem estar dispostos a defender sua pátria sagrada com as armas em suas mãos”. Ele considerou esses números como um “mandato histórico” para a defesa da nação. Contudo, a falta de evidências concretas levanta dúvidas sobre a veracidade desses dados.

Tensão crescente com os Estados Unidos

A declaração de Maduro ocorre em um momento de intensificação das ações dos Estados Unidos contra o narcotráfico na Venezuela. O presidente Donald Trump anunciou que os esforços para deter narcotraficantes venezuelanos “em terra” começarão “muito em breve”, o que é visto por muitos como uma tentativa de aumentar a pressão sobre o regime de Maduro. Trump, em uma videoconferência, afirmou que 85% do narcotráfico foi interrompido por via marítima, mas também enfatizou a necessidade de ações em solo.

Essas movimentações militares dos EUA incluem a presença do porta-aviões Gerald Ford e outros navios de guerra na região, alegando que são parte de operações antidrogas. Maduro, por sua vez, acusou o governo americano de usar a suposta campanha antidrogas como uma cobertura para tentar derrubar seu governo.

Repercussão das declarações de Maduro

As afirmações de Maduro não só provocam reações internacionais, mas também refletem a situação interna da Venezuela, onde a crise econômica e social tem levado muitos a questionar a eficácia do regime. A falta de dados concretos e verificáveis sobre o apoio popular à disposição de lutar levanta preocupações sobre a manipulação da opinião pública e a utilização de retórica belicista para consolidar o poder.

Além disso, a designação do Cartel de los Soles, que supostamente lidera Maduro, como grupo terrorista pelos Estados Unidos, intensifica ainda mais o conflito entre os dois países. Caracas já classificou essa designação como uma “invenção ridícula” e um ataque à soberania venezuelana.

A situação continua a evoluir, e a comunidade internacional observa atentamente as ações e declarações dos líderes envolvidos, buscando entender as implicações para a segurança regional e global.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Marcos Salgado


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