Familiares de Marco Aurélio Cardenas Acosta clamam por responsabilidade das autoridades

Julio Cesar Acosta Navarro clama por justiça após a morte do filho em São Paulo.
A dor de um pai: a busca por justiça após a morte de um filho
No último dia 19 de novembro, a família de Marco Aurélio Cardenas Acosta, 22, relembrava um ano da trágica morte do jovem estudante de medicina, que foi baleado por um policial militar em São Paulo. Julio Cesar Acosta Navarro, pai de Marco, expressou sua profunda dor e desespero, afirmando: “Desde a morte do meu filho, eu morri. E cada dia que vivo, vivo como se fosse o último dia. Não tenho amanhã. Na luta intensamente pela justiça por Marco Aurélio”.
A morte de Marco ocorreu em um hotel na Vila Mariana, onde ele foi abordado por policiais após ter dado um tapa no retrovisor de uma viatura. A família busca a prisão dos policiais envolvidos, Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, mas até agora, seus pedidos foram negados pela justiça. A juíza Luciana Menezes Scorza não acatou os pedidos de prisão, levando a família a se sentir frustrada e desamparada.
O impacto da tragédia na família
Silvia Mónica Cárdenas Acosta, mãe de Marco, também compartilhou seu sofrimento em entrevista, dizendo: “Coração destroçado, me sinto frustrada. É algo inexplicável quando se pensa em como a justiça é levada aqui. É como se o sistema fosse feito para destruir as famílias, porque se nega o direito ao mais elemental, justiça”. Além de sua luta por justiça, Silvia lançou um livro intitulado “Justiça Sem Tempo – Diário de Uma Dor e de Uma Luta”, onde relata suas memórias e a batalha contínua pela justiça de seu filho.
A fatalidade da abordagem policial
A tragédia teve início na madrugada de 20 de novembro de 2024, quando Marco caminhava pela Avenida Conselheiro Rodrigues Alves em direção ao hotel onde se encontrava. Os policiais Macedo e Do Prado pararam o estudante, que, em um momento de desespero, correu para se esconder no hotel. No entanto, foi encurralado e acabou sendo baleado por Macedo. A situação se agravou quando Marco foi levado ao Hospital Ipiranga, que não tinha condições adequadas para atendê-lo, resultando em um atraso no atendimento médico.
A luta por justiça continua
As investigações indicaram que houve homicídio doloso, mas o advogado de defesa dos policiais alega que a ação foi em legítima defesa. De acordo com o advogado, Macedo teria agido para proteger a si mesmo e ao outro policial, que estava em uma situação de vulnerabilidade. A família de Marco, por outro lado, continua a clamar por justiça, sentindo que o sistema judicial não está fazendo o suficiente para responsabilizar os envolvidos.
A luta dos pais de Marco Aurélio Cardenas Acosta é um reflexo da dor que muitos enfrentam em busca de justiça em situações de violência policial. Enquanto isso, a memória de Marco permanece viva nas lembranças de sua família e na luta incessante por justiça.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Arquivo pessoal








