Em visita à Aldeia Vista Alegre de Capixauã, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou surpresa com a falta de energia elétrica na comunidade. Diante das lideranças locais, Lula prometeu solucionar o problema, garantindo o acesso à eletricidade para as 4.338 famílias indígenas da região.
A cacique Irenilce Kumaruara apresentou a demanda urgente por energia, representando uma população de mais de 13 mil indígenas. A iniciativa do governo federal busca promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades, utilizando tecnologias como placas solares para preservar o meio ambiente e fornecer energia limpa.
“Hoje a energia é a coisa mais fácil para a gente fazer… Eu prometo para vocês que vocês vão ter energia aqui na comunidade de vocês”, afirmou o presidente Lula durante o encontro. A visita também serviu para reforçar o compromisso do governo com a demarcação de terras indígenas, um processo que deve avançar em 2026, segundo a presidente da Funai, Joência Wapichana. Desde o início do governo, 16 novas terras indígenas foram demarcadas no país.
Acompanhado das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e da primeira-dama Janja da Silva, Lula anunciou a criação da Universidade Indígena, com lançamento previsto para 17 de novembro em Brasília. A nova instituição terá sede na capital federal, mas contará com extensões em diversos estados, facilitando o acesso ao ensino superior para os jovens indígenas.
“Vai ter a sede lá em Brasília… mas todos os estados vão fazer extensão com a universidade para as meninadas fazer o curso próximo onde more e não precisar ir para Brasília”, explicou o presidente. A visita à aldeia faz parte da agenda preparatória para a COP30, que será realizada em Belém, reforçando o protagonismo das questões indígenas no debate sobre mudanças climáticas.








