Ativista de 100 anos faleceu em São Paulo; Lula destaca sua trajetória política

Clara Charf, ativista e viúva de Marighella, morreu hoje em São Paulo aos 100 anos. Lula expressou sua tristeza e gratidão pela trajetória de luta dela.
Nesta quinta-feira (3), em São Paulo, Clara Charf, ativista e viúva de Carlos Marighella, faleceu aos 100 anos. Lula, que conviveu com ela por mais de 40 anos, lamentou a perda em suas redes sociais, descrevendo-a como uma “companheira de muitas caminhadas”.
Uma trajetória de luta e resistência
Clara Charf foi uma militante incansável pela democracia, filiada ao PT desde 1982. Ela atuou na Secretaria de Mulheres do partido até seu falecimento. Lula mencionou que aprendeu muito com Clara sobre política, solidariedade e resistência. “Hoje me despeço dela com carinho, respeito e gratidão a essa grande brasileira que tanto fez pelo nosso país”, disse o presidente.
Enfrentando a ditadura e o exílio
A vida de Clara foi marcada por desafios, incluindo o exílio e a luta contra a ditadura militar. Após a morte de Marighella em 1969, ela se exilou em Cuba por dez anos, retornando ao Brasil em 1979, após a promulgação da Lei da Anistia. Ao longo de sua vida, Clara esteve envolvida em várias lutas sociais e políticas, desde seus 20 anos, quando se filiou ao PCB.
Legado de coragem e humanidade
O falecimento de Clara é uma grande perda para o Brasil, não apenas pela sua contribuição política, mas também pela sua coragem e generosidade. Ela deixou um legado que servirá de inspiração para novas gerações que lutam por igualdade e justiça. Informações sobre o velório e enterro ainda não foram divulgadas.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








