Lula defende solução realista na Ucrânia e critica ocupação em Gaza


Presidente brasileiro destaca a importância de negociações e condena ações de Israel.

Lula defende solução realista na Ucrânia e critica ocupação em Gaza
Lula durante reunião virtual do Brics. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula propõe fim do conflito na Ucrânia e condena a ocupação em Gaza durante reunião do Brics.

Lula defende solução realista na Ucrânia

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender nesta segunda-feira, 8, durante a reunião com governantes do Brics, o fim do conflito na Ucrânia. Ele enfatizou a necessidade de uma negociação que leve a uma solução realista, que respeite as legítimas preocupações de segurança de todas as partes envolvidas. “No que se refere à Ucrânia, é preciso pavimentar caminhos para uma solução realista que respeite as legítimas preocupações de segurança de todas as partes.”

O encontro no Alasca e seus desdobramentos em Washington são passos na direção correta para pôr fim a esse conflito. Lula mencionou o encontro realizado em agosto entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, como um exemplo positivo de diálogo.

A crescente instabilidade mundial

Lula alertou que o mundo está enfrentando uma crescente instabilidade e que iniciativas como a proposta Africana e o Grupo de Amigos para a Paz, criado por China e Brasil, podem contribuir significativamente. Segundo ele, o diálogo e a diplomacia são essenciais para a resolução de conflitos globais.

Críticas à ocupação em Gaza

O presidente brasileiro também fez duras críticas à ocupação da Faixa de Gaza promovida por Israel. Ele afirmou que essa ocupação merece uma firme condenação e que o Brasil se juntará à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça. “A decisão de Israel de assumir o controle da Faixa de Gaza e a ameaça de anexação da Cisjordânia requer nossa mais firme condenação. É urgente colocar fim ao genocídio em curso e suspender as ações militares nos Territórios Palestinos”, declarou.

Soberania digital e big techs

Além de questões geopolíticas, Lula abordou a necessidade de mudanças para garantir a soberania digital do Brasil. Ele pediu regras mais rigorosas para as grandes empresas de tecnologia, alertando que, sem uma governança democrática, projetos de dominação centrados em poucas empresas de alguns países podem se perpetuar. “Sem soberania digital, seremos vulneráveis à manipulação estrangeira. Isso não significa fomentar um ambiente de isolacionismo tecnológico, mas fomentar a cooperação a partir de ecossistemas de base nacional, independentes e regulados”, concluiu.

A reunião virtual durou cerca de 1h30 e contou com a participação de líderes de países como China, Egito, Indonésia, Irã, Rússia, África do Sul, além do príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos, do chanceler da Índia e do vice-ministro das Relações Exteriores da Etiópia. A discussão reiterou a importância de uma abordagem colaborativa e respeitosa para a resolução de conflitos, destacando o papel do Brasil na cena internacional.


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