Lula defende aumento do IOF de Haddad e diz que governo não pode ceder a pressões


Presidente afirmou que medida busca justiça tributária e protege Haddad de críticas do Congresso e do mercado

Em entrevista ao podcast Mano a Mano, publicada na madrugada desta quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), afirmando que a medida é justa e necessária para garantir justiça tributária.

Foto: Foto: Ricardo Stuckert

Lula também saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem enfrentando críticas do Congresso e do mercado após propor mudanças no imposto. Segundo o presidente, a meta é fazer com que setores lucrativos como bets (plataformas de apostas online) e fintechs contribuam mais com a arrecadação.

“Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e pagam pouco. As bets pagam 12%, queremos que paguem 18%. Não dá para ceder toda hora”, disse Lula.

Apesar de um decreto de maio que aumentou o imposto, o governo recuou parcialmente diante da reação negativa. Ainda assim, a Câmara dos Deputados aprovou por 346 votos a 97 a tramitação acelerada de um projeto que revoga a medida, impondo uma derrota ao Planalto.

Lula argumentou que o governo busca aumentar a receita sem cortar gastos, equilibrando o orçamento com justiça. Ele também destacou o fim da isenção de Imposto de Renda sobre investimentos como LCA e LCI, e mudanças em tributações de Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Além das questões econômicas, o presidente afirmou que governa com dificuldades por ter base minoritária no Congresso. Na mesma entrevista, comparou a situação do país ao assumir o governo com a destruição na Faixa de Gaza.

“Não tínhamos mais ministério do Trabalho, de Igualdade Racial, de Cultura… Foi uma destruição proposital”, declarou.

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