Encontro marcado por distanciamento de líderes latino-americanos

O presidente Lula planeja criticar a mobilização militar dos EUA contra a Venezuela na cúpula da Celac, marcada por esvaziamento e receios de líderes.
Em Santa Marta, na Colômbia, neste final de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja criticar a mobilização militar americana contra a Venezuela durante a 4ª cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) com a União Europeia. Porém, o encontro se apresenta esvaziado, com diversos países temendo fazer declarações que possam provocar os Estados Unidos.
Cenário do encontro
Os líderes latino-americanos e europeus se reúnem para discutir a situação na Venezuela, mas a ausência de representantes de peso e a presença reduzida de apenas 12 governantes e 23 chanceleres destacam uma clara divisão. Em comparação, quase 50 líderes participaram da cúpula anterior em Bruxelas, em 2023. Essa diminuição de participantes reflete a hesitação de muitos governantes em se alinhar contra a administração Trump, que impôs sanções ao anfitrião colombiano, Gustavo Petro.
Desafios da Celac
A atual fragmentação política da Celac torna extremamente improvável que o grupo desenvolva uma posição coesa em relação à intervenção militar dos EUA. Países como Argentina, Paraguai e Equador, mesmo compartilhando preocupações sobre a possibilidade de uma intervenção, optam por não criticar Washington diretamente, temendo represálias. A cúpula, portanto, é vista como uma oportunidade perdida para uma ação unificada em defesa da soberania da Venezuela e da região.
Implicações futuras
O ministério das Relações Exteriores da Colômbia indicou que a agenda da cúpula incluirá discussões sobre a solidariedade à Venezuela, mas a falta de uma posição firme pode enfraquecer a influência da Celac na política regional. A situação atual evidencia a necessidade de uma abordagem mais coesa e decidida em relação às ameaças externas, como a mobilização militar dos EUA na América Latina, que muitos consideram uma violação dos princípios da soberania e da paz na região.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








