Presidente propõe diretrizes para a cultura até 2035 em cerimônia com forte presença civil

Lula enviou o Plano Nacional de Cultura ao Congresso e pediu uma 'guerrilha democrática cultural' para promover a participação popular.
Lula apresenta o Plano Nacional de Cultura e convoca para uma ‘guerrilha democrática cultural’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou o Plano Nacional de Cultura ao Congresso nesta segunda-feira (17), destacando a necessidade de uma ‘guerrilha democrática cultural’ para revitalizar a cultura no país. Em uma cerimônia repleta de representantes da sociedade civil, Lula expressou seu desejo de transformar a cultura em um movimento de base, acessível e popular.
“Hoje é um dia especial porque é a realização, um sonho que eu tenho há muito tempo de transformar a cultura num movimento efetivamente de base, uma coisa popular”, afirmou Lula. Ele criticou a forma como a cultura foi tratada anteriormente, sugerindo que era muitas vezes restrita e elitista.
Diretrizes do plano até 2035
O novo plano traz um conjunto de diretrizes a serem seguidas pelo Ministério da Cultura até 2035, com a proposta de engajar agentes culturais e membros da sociedade civil. Lula acredita que a participação ativa da população nas decisões culturais é fundamental para garantir que a cultura reflita a diversidade da sociedade brasileira.
O presidente também se dirigiu diretamente aos parlamentares, enfatizando a importância de ouvir a sociedade. “É aceitar que a sociedade diga o que é bom fazer que o governo não sabe fazer e o que o governo não pode fazer”, comentou ele. Esta abordagem visa evitar que qualquer partido ou ideologia tente silenciar a cultura no Brasil.
Uma nova abordagem ideológica
Durante seu discurso, Lula se apresentou como uma ‘metamorfose ambulante’ ideologicamente. “Eu não sei das coisas, eu quero saber”, disse, destacando sua disposição para aprender e se adaptar às novas realidades. Essa abertura à mudança é uma das características que ele acredita serem essenciais para um bom governo.
Lula também fez referência à importância de um convênio com países africanos, ressaltando a necessidade de compartilhar conhecimentos e experiências, especialmente em questões relacionadas à agricultura. Ele convocou os agentes culturais a serem mais do que simples executores, mas sim líderes de conscientização e politização na sociedade.
“Vocês têm que ser a base da conscientização, da politização de uma nova sociedade que precisamos criar pra romper definitivamente com o negacionismo e o fascismo”, declarou Lula, evidenciando a urgência de um novo engajamento cultural e social no país.
Conclusão
A apresentação do Plano Nacional de Cultura representa um marco no esforço de Lula para reverter o legado cultural de governos anteriores e promover um ambiente onde a cultura seja acessível e representativa. Com a proposta de uma ‘guerrilha democrática cultural’, o presidente espera mobilizar a sociedade civil e os parlamentares em torno de um objetivo comum: tornar a cultura um pilar fundamental da democracia e da inclusão social no Brasil.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP








