Luiza Trajano considera cota um processo transitório em nova fase de trainee


A empresária do Magazine Luiza avalia a importância de acompanhar as carreiras de profissionais negros

Luiza Trajano considera cota um processo transitório em nova fase de trainee
Luiza Trajano fala sobre diversidade no Magazine Luiza. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Luiza Trajano defende que o trainee para negros não é mais necessário, destacando a importância de focar nas carreiras.

A avaliação de Luiza Trajano sobre o trainee para negros no Magazine Luiza

Cinco anos após a implementação do trainee exclusivo para negros, Luiza Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, considera que a iniciativa alcançou seu objetivo inicial, mas que, no momento atual, não é mais necessária. Em uma entrevista recente, ela afirmou que o foco agora deve estar no acompanhamento das carreiras desses profissionais.

Trajano admitiu que o programa, lançado em 2020, teve reações polarizadas, mas ressaltou que foi um passo importante para a diversidade dentro da empresa. “Pode voltar [o trainee], mas eu acho que não precisa. Nós já quebramos uma parede muito forte”, disse a empresária, enfatizando a importância de criar um ambiente de trabalho inclusivo.

O impacto do trainee e as mudanças na empresa

O trainee exclusivo para negros gerou uma série de discussões sobre igualdade racial e diversidade no mercado de trabalho. A iniciativa, que em 2020 recebeu 22 mil inscrições e selecionou apenas 19 candidatos, foi vista como uma necessidade diante da falta de representação de negros em cargos de liderança.

Após a repetição do programa em 2021, Luiza observou uma mudança significativa na diversidade dentro da empresa. “Agora, você vê muito mais negros na companhia, especialmente nos escritórios. É como se dissessem: ‘Lá eu sou permitida, sou aceita’”, destacou. Essa mudança de percepção é um indicativo do progresso que o Magazine Luiza tem feito em relação à inclusão.

A importância das cotas como processo transitório

Embora Luiza Trajano reconheça a importância das cotas, ela enfatiza que devem ser vistas como uma solução temporária. “Cota, para mim, é um processo transitório para acertar uma desigualdade”, afirmou. A empresária acredita que a meritocracia deve ser aplicada quando as condições de partida forem equivalentes, mas que a realidade atual ainda demanda intervenções para equilibrar as oportunidades.

Desafios e a continuidade da diversidade

Luiza Trajano também falou sobre os desafios atuais enfrentados por iniciativas de diversidade, especialmente após a eleição de líderes como Donald Trump, que promovem um retrocesso em políticas inclusivas. “A diversidade aqui é uma realidade. Nós aceitamos mulheres grávidas para começar a trabalhar. É uma questão de atender ao que a sociedade pede”, disse, defendendo que as políticas de diversidade devem ser parte integrante da estratégia da empresa.

Reflexões sobre desigualdade salarial

Em relação à desigualdade salarial, Luiza destacou que essa questão é uma questão de gestão que está nas mãos dos líderes. “Diferença salarial é caneta e está na mão do CEO”, afirmou, sublinhando que o Magazine Luiza busca uma política de igualdade de salários, independentemente do gênero.

A empresária reafirma seu compromisso com a diversidade e a inclusão, apontando que a luta por igualdade deve ser contínua e que cada empresa tem a responsabilidade de se adaptar às demandas sociais. Com isso, espera-se que o Magazine Luiza continue a ser um exemplo em práticas de diversidade no mercado brasileiro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Eduardo Knapp/Folhapress


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