Luiz Fux se mantém em silêncio durante julgamento de Bolsonaro


Ministro do STF não rebate colegas em sessão decisiva

Luiz Fux se mantém em silêncio durante julgamento de Bolsonaro
Ministro Luiz Fux em sessão do STF. Foto: Metrópoles

O ministro Luiz Fux se mantém em silêncio durante o julgamento de Jair Bolsonaro e seus aliados, sem rebater os colegas.

Na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (11/9), o ministro Luiz Fux se destaca por não rebater seus colegas durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, acusados de integrarem o “núcleo crucial” de uma suposta trama golpista em 2022. Ao contrário de outros ministros, que interagiram e contestaram argumentos, Fux permaneceu calado, concentrado em seu computador.

O cenário do julgamento

O julgamento, que se estendeu por mais de 12 horas, viu Fux, que tinha sido o único a pedir que a sessão seguisse sem interrupções, não fazer intervenções. Enquanto isso, seus colegas, como Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, apresentaram suas opiniões, contrarrestando as defesas e reafirmando a gravidade das acusações contra os réus, que incluem organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.

A posição dos outros ministros

Cármen Lúcia, por exemplo, aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na íntegra, alinhando-se ao voto de Moraes e do ministro Dino, resultando em um placar de 3 a 1 a favor da condenação de Bolsonaro e seus aliados. O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, ainda estava por votar, podendo alterar o resultado final.

Próximos passos no julgamento

Os ministros do STF devem realizar a dosimetria das penas ainda nesta quinta-feira, aprofundando as implicações legais da decisão tomada. O silêncio de Fux, em contraste com a postura ativa de seus colegas, levanta questões sobre sua posição e o impacto que isso pode ter no resultado do julgamento.


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