Luis Arce é expulso do MAS antes de deixar a presidência


Acusações de desvio de verbas marcam saída do presidente boliviano

Luis Arce é expulso do MAS antes de deixar a presidência
Foto: AFP

Luis Arce foi expulso do Movimento ao Socialismo sob acusações de desvio de verbas, a poucos dias de deixar a presidência da Bolívia.

O presidente da Bolívia, Luis Arce, foi expulso do partido Movimento ao Socialismo (MAS) nesta quinta-feira (6), sob a acusação de desvio de verbas. O economista de 62 anos deve deixar o cargo no próximo sábado (8).

A expulsão foi anunciada pela direção do MAS, que alega que Arce desviou fundos do partido sem prestar contas. Grover García, representante da coligação, afirmou que a decisão também se baseou em denúncias de corrupção no governo e na incapacidade de Arce em resolver a crise econômica que o país enfrenta. “Demos várias sugestões, várias saídas, que não foram aplicadas”, declarou García, enfatizando as fragilidades do governo.

Contexto da expulsão

Luis Arce, que chegou à presidência em 2020 com o apoio do MAS, teve um ano conturbado, marcado por uma disputa interna com Evo Morales, ex-presidente e fundador do partido. A impopularidade de Arce foi uma das razões que levou o MAS a sofrer uma derrota significativa nas últimas eleições, resultando na ascensão do presidente eleito Rodrigo Paz, de centro-direita, que tomará posse no próximo sábado.

Crise econômica na Bolívia

Durante seu mandato, Arce enfrentou a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas, com grave escassez de dólares e combustível. A direção do MAS responsabiliza Arce por não ter implementado medidas eficazes para contornar a situação, o que agravou ainda mais a crise econômica.

Consequências da expulsão

A expulsão de Luis Arce do MAS pode ter implicações significativas para sua carreira política futura. Embora ele tenha sido um candidato natural para as eleições de 2025, sua decisão de não buscar a reeleição reflete a difícil situação política e econômica que a Bolívia enfrenta. A situação evidencia um racha dentro do partido que, por muitos anos, foi uma força dominante na política boliviana, agora enfrentando desafios internos e externos.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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