Leonardo Fróes, poeta que interpretou a natureza e o humano, falece aos 84 anos


O artista, conhecido por obras marcantes, deixou um legado de poesia e tradução

Leonardo Fróes, poeta que interpretou a natureza e o humano, falece aos 84 anos
Leonardo Fróes, poeta brasileiro. Foto: Keiny Andrade/Folhapress

Leonardo Fróes, poeta e tradutor, faleceu aos 84 anos, deixando um legado de obras que exploram a relação entre humano e natureza.

Leonardo Fróes e seu legado na poesia brasileira

O poeta Leonardo Fróes, falecido nesta sexta-feira (21) aos 84 anos, é lembrado por sua obra que entrelaça o humano e a natureza. A informação sobre sua morte foi confirmada pela editora 34, responsável pela publicação de seus livros. Embora a causa do falecimento não tenha sido divulgada, a perda de Fróes marca um momento significativo para a literatura brasileira.

A carreira de um poeta apaixonado pela natureza

Fróes ganhou notoriedade com obras como “Língua Franca” (1968), “A Vida em Comum” (1969) e “Esqueci de Avisar que Estou Vivo” (1973). Desde jovem, ele se destacou como um leitor ávido e um observador da natureza ao seu redor, o que se refletiu em sua escrita. Nascido em Itaperuna, no Rio de Janeiro, ele cresceu em um lar de classe média baixa e sempre teve uma relação íntima com a literatura e a poesia.

Formação e influências

O poeta estudou no colégio Pedro II, onde se destacou como um aluno dedicado. Posteriormente, ingressou em uma faculdade de artes plásticas, mas logo abandonou os estudos para viver uma temporada nos Estados Unidos. Em entrevistas, Fróes expressou que não sentia talento para a pintura e que preferia se expressar através das palavras.

“Desde o ginásio, sabia que estava condenado a fazer poesia, mas tinha vergonha de me declarar poeta sem ter um livro publicado”, revelou em uma entrevista à Folha em 2016. Essa consciência da própria vocação e a luta contra as tendências literárias da época moldaram sua trajetória.

Mudança de vida e reclusão

Aos 30 anos, Fróes abandonou a vida agitada do meio intelectual carioca e se mudou para Secretário, na região serrana do Rio de Janeiro. Essa mudança foi fundamental para o desenvolvimento de sua obra poética. Ele se dedicou exclusivamente à poesia, vivendo de forma reclusa e se deixando levar pela inspiração que a natureza lhe proporcionava. “Quando vim para cá, esqueci de tudo”, afirmou em 2021, destacando a conexão profunda que sentia com o ambiente ao seu redor.

Contribuições à literatura e tradução

Além de sua produção poética, Fróes também se destacou como tradutor, recebendo o prêmio Paulo Rónai da Fundação Biblioteca Nacional em 1998. Sua habilidade em captar a essência de diferentes culturas e traduzi-las para o português é uma das marcas de seu legado. A combinação de poesia e tradução fez de Fróes uma figura singular na literatura brasileira.

Conclusão

A morte de Leonardo Fróes deixa uma lacuna na poesia brasileira, mas seu legado viverá através de suas obras. Com uma visão única sobre a vida e a natureza, ele continuará a inspirar futuras gerações de escritores e leitores. Fróes fez da poesia um instrumento de expressão e conexão com o mundo, e sua contribuição será sempre lembrada.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Keiny Andrade/Folhapress


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