Justiça torna segurança réu por homicídio cometido por racismo


Funcionário de mercado é acusado de matar cliente negro após discussão em Santo André

Justiça torna segurança réu por homicídio cometido por racismo
Segurança e vítima no supermercado Loyola.

Segurança é acusado de homicídio por racismo após atirar e matar cliente negro em Santo André.

A Justiça aceitou nesta sexta-feira (24) a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réu por homicídio cometido por racismo o segurança que atirou e matou um cliente negro que entrou com seu cão num mercado em Santo André, na Grande São Paulo. O crime ocorreu em 26 de agosto após uma discussão e foi gravado por câmeras de segurança do supermercado Loyola.

Acusação e prisões

O MP acusou Milton Miranda Filho por homicídio triplamente qualificado contra Felipe de Moraes de Oliveira, a vítima. O acusado responde preso pelo crime, pois trabalhava armado no estabelecimento sem autorização legal. O juiz Lucas Tambor Bueno também aceitou o pedido do MP para converter a prisão temporária de Milton em preventiva, que deve durar até o julgamento.

O crime

A gravação do crime foi fundamental para a identificação do autor do disparo. Nas imagens, Felipe aparece segurando o cachorro no colo ao passar pelo caixa do mercado, onde inicia uma discussão com Milton. Após a troca de ofensas, Felipe deixa o cachorro no chão e se aproxima de Milton, que sacou a arma. O cliente, ao tentar mostrar que estava desarmado, foi agredido e, em seguida, baleado no coração, pulmão e diafragma. A Polícia Militar chegou ao local e encontrou Felipe morto.

Repercussão

Após o incidente, a fachada do supermercado foi pichada com a frase “+1 Assassinato. Justiça Já”. O caso gerou protestos nas redes sociais, e a família de Felipe afirmou que ele foi vítima de racismo, já que não havia proibição de entrada de animais no mercado. A equipe de reportagem tenta contato com o mercado Loyola, que ainda não se manifestou sobre o ocorrido.


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