Decisão foi tomada pelo desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos após ameaças a testemunhas no processo contra Wagner de Bebé.

Júri do vereador Wagner de Bebé foi suspenso devido a ameaças a testemunhas no processo de tentativa de homicídio.
O desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos decidiu, nesta sexta-feira (24), suspender o júri do vereador Wagner de Bebé, preso no dia 16 de outubro, por ameaças a testemunhas no caso de tentativa de homicídio que ocorreu em 2016. O júri estava marcado para o dia 12 de novembro. Essa decisão se baseia nas ameaças em curso que o vereador teria feito a testemunhas e familiares da vítima, criando um ambiente de temor na comunidade.
Motivos da suspensão e transferência
A suspensão do júri foi determinada enquanto se aguarda a transferência do julgamento para outra comarca. O desembargador citou que as ameaças se agravaram com a ascensão de Wagner ao cargo de vereador, ampliando sua influência local e intimidação entre as testemunhas. Além disso, relatos indicam que a vítima e seus familiares foram forçados a abandonar suas residências devido ao medo de represálias.
Reações da defesa
A defesa de Wagner de Bebé, por meio de seu advogado, declarou que os argumentos utilizados para a suspensão são “totalmente improcedentes” e que estão prontos para demonstrar a inocência do vereador em uma nova sessão. Essa situação levanta questões sobre a imparcialidade do julgamento, considerando o clima de medo que permeia a comunidade.
Situação atual do vereador
Wagner de Bebé permanece detido, não apenas pelo caso de tentativa de homicídio, mas também por suspeitas relacionadas a um homicídio ocorrido em 13 de outubro. O vereador foi preso em uma operação em que foram apreendidas armas de fogo, que estão sendo analisadas. Ele enfrenta duas prisões temporárias, uma por homicídio e outra por porte ilegal de arma, mantendo sua situação legal complexa enquanto aguarda o desdobramento dos processos.








