Os acusados devem usar tornozeleiras eletrônicas enquanto investigações continuam

Cinco dos doze suspeitos de envolvimento na morte de Ruy Fontes foram soltos com tornozeleira eletrônica.
Justiça determina soltura de cinco suspeitos da morte de Ruy Fontes
Cinco dos doze suspeitos de participação na morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de polícia de São Paulo, foram soltos por decisão da Justiça. O caso, que ocorreu em 15 de setembro em Praia Grande, está sob segredo de Justiça, mas a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os acusados devem usar tornozeleiras eletrônicas como medida cautelar.
A SSP confirmou que os cinco indivíduos que tiveram a prisão preventiva negada responderão em liberdade, mas sob monitoramento. “As investigações continuam para identificar os mandantes do crime e a motivação por trás do assassinato”, disse a SSP em comunicado oficial.
Detalhes do caso envolvem outros suspeitos e investigações em andamento
O Tribunal de Justiça de São Paulo foi consultado a respeito do caso, mas também indicou que a investigação está em segredo. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) finalizou a primeira fase das investigações, que resultou no indiciamento de 12 pessoas por homicídio qualificado, porte de arma e integração a organização criminosa.
Até o momento, dez suspeitos já estão presos. Dois ainda estão foragidos, e um terceiro foi morto durante uma tentativa de cumprimento de mandado de prisão em São José dos Pinhais, no Paraná. O indiciado Umberto Alberto Gomes, apontado como um dos atiradores, foi morto ao resistir à ação policial.
A investigação continua em busca da motivação do crime
O DHPP adverte que o indiciamento dos suspeitos é apenas a primeira fase das investigações. Um novo inquérito foi aberto para apurar os mandantes do crime e a razão por trás do assassinato de Ruy Ferraz Fontes. O ex-delegado, que tinha 64 anos, foi morto em um ataque a seu carro enquanto trabalhava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande.
A polícia também investiga se a morte de Ruy está relacionada a sua atuação no combate ao crime organizado, uma vez que ele foi um dos primeiros a investigar o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Perfis dos suspeitos e suas ligações com o crime
Entre os suspeitos, estão Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH, e Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, que também está foragido. Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, chamado de Fiel, foi identificado como um dos ocupantes de um carro que circulava nas imediações da Prefeitura de Praia Grande no dia do crime. Os suspeitos Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira Silva tiveram suas digitais encontradas em um veículo que teria sido utilizado na fuga.
Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, é outro nome ligado ao crime, sendo acusado de ter buscado um fuzil usado no ataque. Outros envolvidos, como Luiz Henrique Santos Batista e William Marques, também foram identificados como parte do núcleo de apoio ao crime.
Conclusão e próximo passo das investigações
O caso de Ruy Ferraz Fontes, que começou sua carreira na Polícia Civil em 1988, ainda está sob investigação. A expectativa é de que mais informações surjam à medida que as autoridades aprofundam as investigações sobre os mandantes e a verdadeira motivação por trás deste assassinato brutal.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/Prefeitura Praia Grande








