Justiça nega prisão dos sócios da academia após morte por intoxicação na piscina


Magistrada determina medidas cautelares, mas mantém sócios afastados enquanto investigações prosseguem

Justiça nega prisão dos sócios da academia após morte por intoxicação na piscina
Fachada da academia C4 Gym na zona leste de São Paulo. Foto: Academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de prisão dos sócios da academia após morte por intoxicação na piscina, impondo medidas cautelares.

Justiça mantém sócios afastados e determina medidas cautelares para investigação

A decisão da Justiça de São Paulo sobre a prisão dos sócios da academia C4 Gym, na zona leste da capital, reflete uma abordagem cautelosa diante do caso que teve repercussão nacional. A prisão dos sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração foi negada pela juíza Paula Marie Konno, que reconheceu a gravidade dos fatos, mas considerou suficientes as medidas cautelares para garantir o prosseguimento da investigação e preservar a ordem processual.

Histórico do caso e investigação em andamento

No último sábado (7), a aluna Juliana morreu após participar de uma aula na piscina da academia e sofrer intoxicação, acompanhada do marido, que permanece em estado grave na UTI. Seis pessoas passaram mal após a atividade, incluindo um adolescente de 14 anos, que também está hospitalizado em estado grave. A Polícia Civil investiga a possibilidade de contaminação por gases tóxicos no ambiente da piscina.

Durante a apuração, foi constatado que a academia funcionava sem o devido alvará e apresentava irregularidades, como a instalação elétrica da piscina ligada à cozinha e produtos químicos armazenados inadequadamente. A perícia já analisou a água da piscina e recolheu amostras dos produtos químicos usados no local.

Medidas cautelares impostas aos sócios da academia

Embora a prisão temporária tenha sido rejeitada, a juíza Paula Marie Konno determinou que os sócios cumpram medidas cautelares rigorosas, incluindo comparecimento mensal em juízo para informar sobre suas atividades e endereço atualizado, proibição de se aproximar a menos de 200 metros de locais determinados e vedação de contato direto ou indireto com testemunhas do processo. Também está proibida a ausência da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial.

O descumprimento dessas condições poderá acarretar a decretação da prisão preventiva dos investigados. Essas medidas buscam garantir a integridade do processo e evitar interferências nas investigações.

Repercussão da decisão e defesa dos empresários

Os advogados dos sócios afirmaram ter sido surpreendidos pelo pedido de prisão, refutando informações divulgadas pela polícia sobre ausência de defesa e depoimento. Cesar, Celso e Cezar compareceram voluntariamente ao 42º DP do Parque São Lucas para prestar esclarecimentos, acompanhados por seus defensores.

A defesa também protocolou petição junto à Justiça contestando o pedido de prisão, destacando que os empresários estão colaborando com as investigações e que não há fundamentos suficientes para a detenção.

Impactos e reflexões sobre segurança e funcionamento de academias

O caso expõe fragilidades relacionadas à fiscalização de estabelecimentos de atividades físicas, especialmente no que tange à segurança sanitária e estrutural. A ausência de alvará e irregularidades apontadas podem ter contribuído para o episódio trágico.

Especialistas ressaltam a importância da rigorosa vigilância por parte dos órgãos competentes para evitar riscos à saúde dos frequentadores. O episódio também levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos sócios de empreendimentos quanto à segurança e manutenção de ambientes utilizados pelo público.

A Justiça segue acompanhando os desdobramentos e aguarda a conclusão das perícias e demais diligências para definir os próximos passos legais no caso.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo


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