Rodrigo Morgado, acusado de movimentar R$ 19 milhões, permanecerá preso após decisão judicial

Justiça nega pedido de prisão domiciliar de Rodrigo Morgado, acusado de movimentar R$ 19 milhões para esquema de tráfico.
Rodrigo Morgado, empresário preso pela Polícia Federal em Santos, teve seu pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça na última sexta-feira (17). Acusado de ser contador do tráfico em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas, Morgado foi preso no dia 14 de outubro, no bairro Ponta da Praia. Os investigadores identificaram que o contador movimentou R$ 19 milhões em repasses para a empresa do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, que também foi preso.
Detalhes da prisão e defesa
O advogado de Morgado, Felipe Pires de Campos, afirmou que a defesa não pôde comentar a decisão devido ao sigilo do processo, mas ressaltou a confiança em um esclarecimento dos fatos. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado pelo juiz, que destacou a necessidade de manter Morgado em detenção, citando a ausência de responsabilidade sobre os cuidados dos filhos, que estão sob a guarda da mãe. A decisão se baseou no artigo 318 do Código de Processo Penal, que permite a prisão domiciliar apenas se o homem for o único responsável pelos cuidados de crianças de até 12 anos.
Esquema de lavagem de dinheiro
As investigações revelaram que Morgado atuava como operador logístico-financeiro de um amplo esquema de movimentação e lavagem de capitais do tráfico internacional de drogas. O contador utilizava diversas empresas de fachada para disfarçar a origem ilícita dos recursos, movimentando valores por meio de criptoativos, apostas e paraísos fiscais. O MPF argumentou que a liberdade de Morgado poderia comprometer a ordem pública e o andamento das investigações, que envolvem crimes em larga escala.
Conexão com o tráfico
Além das movimentações financeiras, os investigadores apontaram que Morgado foi responsável por transações milionárias para o setor de apostas online e que sua atuação estava diretamente ligada a organizações criminosas já identificadas em outros procedimentos. Os detalhes da operação incluem a compra de um veleiro interceptado com cocaína e a elaboração de notas fiscais fraudulentas, evidenciando a complexidade do esquema criminoso.
A situação de Rodrigo Morgado permanece sob análise da Justiça, enquanto as investigações da Polícia Federal continuam em andamento.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








