Justiça dos EUA reduz multa do Greenpeace por protesto


Indenização diminui de US$ 667 milhões para US$ 345 milhões

Justiça dos EUA reduz multa do Greenpeace por protesto
Protestos do Greenpeace em Dakota do Norte. Foto: m

A Justiça dos EUA reduziu a indenização de US$ 667 milhões para US$ 345 milhões, relacionada a protestos do Greenpeace contra um oleoduto.

Em 28 de outubro de 2025, um juiz do estado de Dakota do Norte decidiu reduzir significativamente a indenização que o Greenpeace deve pagar à empresa Energy Transfer, passando de US$ 667 milhões para US$ 345 milhões. Essa decisão foi uma resposta a protestos realizados pela organização ambiental contra o Oleoduto de Acesso Dakota, que ocorreram entre 2016 e 2017.

O caso e suas implicações

O juiz James D. Gion, responsável pelo julgamento, considerou que a Energy Transfer não comprovou adequadamente algumas das acusações, como a invasão de propriedade. Durante o julgamento, que durou três semanas, o júri teve que analisar uma quantidade enorme de provas e alegações. O Greenpeace argumentou que seu papel foi de apoio a manifestações pacíficas e que a indenização original poderia levar a organização à falência.

Reações e próximos passos

Marco Simons, conselheiro jurídico interino do Greenpeace EUA, expressou que a organização ainda acredita que as alegações não têm fundamento. Ele mencionou que o grupo está se preparando para recorrer da decisão, caso não obtenha um novo julgamento. Vicki Granado, porta-voz da Energy Transfer, reafirmou que a empresa recorrerá da redução da indenização, sustentando que as conclusões do júri eram justas e legais.

Contexto mais amplo

O caso levanta questões sobre o uso do sistema jurídico para silenciar críticas. O Greenpeace, junto com outras entidades, continua a lutar contra o que considera ações judiciais abusivas, promovendo a liberdade de expressão e o direito à manifestação. A situação destaca a batalha contínua entre ativistas ambientais e grandes corporações, especialmente em um momento em que questões climáticas estão cada vez mais em foco.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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