Veículo avaliado em R$ 350 mil foi adquirido para uso da administração pública

Justiça determina sequestro de caminhonete de luxo da Prefeitura de Alto Rio Doce, avaliada em R$ 350 mil.
Uma liminar da Justiça determinou o sequestro imediato de uma caminhonete de luxo adquirida pela Prefeitura de Alto Rio Doce, no Campo das Vertentes. O veículo, uma Ford Ranger Limited 2025, avaliado em cerca de R$ 350 mil, possui itens como câmbio automático de 10 marchas, piloto automático adaptativo, câmera 360º e rodas de liga leve de 20 polegadas. Essa decisão foi tomada em resposta a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o município, o prefeito Victor da Maria Alice (MDB) e a empresa fornecedora, Foco Automóveis Ltda.
Argumentos do Ministério Público
O MPMG alega que a aquisição do veículo de luxo é ilegal e pede a anulação do contrato e da licitação. O órgão argumenta que tal compra fere a legislação vigente que proíbe a aquisição de bens luxuosos com recursos públicos, e que, se a anulação não for possível, o prefeito deve ressarcir a Prefeitura. O promotor Vinícius Chaves qualificou a compra como “ostentação e extravagância”, destacando que existem opções mais adequadas para as necessidades do município.
Defesa da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura justificou que a caminhonete foi comprada para atender às necessidades operacionais do município, que enfrenta desafios com mais de 1.000 km de estradas de terra. O prefeito e a administração afirmam que a compra seguiu todos os trâmites legais, e que o veículo é uma ferramenta essencial para o trabalho, não um luxo. Além disso, a Prefeitura ressaltou a aquisição de mais de 20 veículos novos para a Secretaria de Saúde, buscando melhorar os serviços oferecidos à população.
Impacto e próximos passos
A Prefeitura anunciou que irá recorrer da decisão judicial. A situação gerou um intenso debate sobre a utilização de recursos públicos e a necessidade de transparência nas aquisições feitas pelo governo municipal. O caso continua a ser acompanhado de perto, com repercussões políticas locais e possíveis ajustes na gestão de compras públicas.








