Caso Andrei reaberto após insistência da família; audiência ocorre em Porto Alegre.

Júri do PM acusado de matar e estuprar sobrinho de 12 anos começou em Porto Alegre.
Júri do PM acusado de homicídio e estupro começa nesta 2ª
O júri do policial militar da reserva, Jeverson Olmiro Lopes Goulart, acusado de estuprar e matar seu sobrinho Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de 12 anos, teve início por volta das 9h45 desta segunda-feira (27) em Porto Alegre. Goulart é réu por homicídio duplamente qualificado e por estupro de vulnerável, e responde em liberdade.
Caso Andrei e a reabertura do inquérito
Andrei foi encontrado morto com uma marca de tiro na testa em seu quarto em 30 de novembro de 2016. Inicialmente, o caso foi investigado como possível suicídio, mas a mãe de Andrei, Catia Goulart, desconfiava da condução do inquérito. Após insistência da família, o Ministério Público reabriu o caso e denunciou Goulart em 2020.
Testemunhas e videoconferência
O júri será conduzido pela juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri da Comarca da capital. Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação, incluindo duas que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual pelo réu. Goulart, que reside no Rio de Janeiro, acompanhará o julgamento por videoconferência.
O depoimento de Jeverson Goulart
Em depoimento anterior, Goulart alegou que estava na casa da irmã, mas ao acordar com um disparo, encontrou Andrei ensanguentado. Ele disse que alertou sobre a arma, mas a mãe de Andrei levantou suspeitas sobre a possibilidade de suicídio, principalmente por causa de um bilhete encontrado após o crime, que parecia ter sido escrito por Andrei, mas com caligrafia diferente.
Expectativas para o julgamento
O julgamento é esperado com atenção, dado o impacto emocional sobre a família e a comunidade. A mãe de Andrei e outros familiares esperam justiça após anos de incerteza e dor.








