Rebeldes houthis acusam 43 colaboradores da ONU de envolvimento em ataque aéreo

Rebeldes houthis afirmam que 43 funcionários da ONU enfrentarão julgamento por suposta ligação com ataque israelense que resultou na morte de líderes da milícia.
No dia 26 de agosto de 2025, em Sanaa, a capital do Iêmen, o governo rebelde houthi anunciou que 43 funcionários locais da ONU enfrentarão julgamento sob suspeita de envolvimento em um ataque aéreo israelense que resultou na morte de líderes da milícia. O ministro interino das Relações Exteriores do governo houthi, Abdulwahid Abu Ras, falou à Reuters sobre as detenções, afirmando que foram realizadas com supervisão judicial.
Detenções e acusações
Os houthis detêm pelo menos 59 funcionários da ONU, segundo informações da própria organização, que tem se manifestado contra o que considera detenções arbitrárias. A ONU pediu a libertação imediata de seus colaboradores e denunciou que as ações dos houthis dificultam a assistência humanitária no Iêmen. Segundo Abu Ras, os réus são iemenitas e, conforme a legislação local, podem enfrentar a pena de morte.
Impactos das ações houthis
As detenções mais recentes ocorreram após invasões em escritórios da ONU em Sanaa. Os houthis alegam que membros do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estavam envolvidos em direcionar ataques ao governo. No entanto, não houve resposta oficial imediata do PMA sobre as acusações. A ONU, por sua vez, teme que tais ações comprometam ainda mais a assistência aos necessitados em um país que já enfrenta uma grave crise humanitária.
Contexto do conflito
Desde que tomaram o poder em 2014, os houthis controlam partes significativas do Iêmen, incluindo a capital. Israel intensificou sua campanha militar contra os aliados do Irã, incluindo os houthis, após ser atacado pelo Hamas em 2023. A resposta de Israel tem sido bombardeios em áreas controladas pelos houthis, visando especialmente a capital e zonas portuárias no mar Vermelho, onde o grupo tem realizado ataques a embarcações. Essa situação exacerba a crise humanitária no Iêmen, onde milhares necessitam de assistência urgente.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








