Rei emérito fala pela primeira vez sobre o episódio trágico de 1956

Juan Carlos, rei emérito da Espanha, fala pela primeira vez sobre a morte acidental de seu irmão Alfonso em 1956 na sua autobiografia.
Em 5 de novembro de 2025, o rei emérito Juan Carlos da Espanha lançou uma autobiografia onde narra pela primeira vez a morte acidental de seu irmão Alfonso, que aconteceu em 1956. O incidente ocorreu enquanto os dois brincavam com uma arma, e é um relato que trouxe à tona lembranças dolorosas para o monarca.
A tragédia do passado
Juan Carlos, agora com 87 anos, compartilha os detalhes sobre o dia fatídico em que, aos 18 anos, estava em Portugal com sua família. Ele e Alfonso, de apenas 14 anos, estavam brincando com uma pistola que disparou acidentalmente, resultando em um ferimento fatal em seu irmão. “Perdi um amigo, um confidente. Ele deixou um enorme vazio”, escreveu Juan Carlos no livro, refletindo sobre como essa perda moldou sua vida.
Relação com Franco e o contexto político
Além da tragédia familiar, o livro aborda a relação do rei emérito com o ditador Francisco Franco, sob cuja liderança ele foi nomeado sucessor. Juan Carlos expressa um respeito profundo por Franco, afirmando: “Eu o respeitava enormemente, apreciava sua inteligência e seu senso político”. Esta parte da narrativa é especialmente controversa, dado o impacto histórico de Franco na Espanha.
Edição e lançamento
A versão em francês da autobiografia, intitulada “Réconciliation”, foi publicada pela editora Stock, enquanto a edição espanhola pela Planeta está prevista para ser lançada em 3 de dezembro. O lançamento do livro coincide com o 50º aniversário da morte de Franco, em 20 de novembro de 1975, reabrindo discussões sobre o legado da ditadura na Espanha e o papel de Juan Carlos na transição democrática do país.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








