Participação ativa de comunidades na conferência em Belém

Jovens indígenas e quilombolas estão preparando a conexão entre suas realidades e a agenda climática na COP30 em Belém, destacando a importância de suas vozes na conferência.
Em Belém (PA), em 2025, jovens indígenas e quilombolas estão se preparando para a COP30, buscando conectar suas realidades à agenda climática. A participação efetiva dessas comunidades é essencial para garantir que suas demandas sejam consideradas no debate global sobre mudanças climáticas.
A importância da representação
A jovem Txai Suruí se destacou na COP26, tornando-se a primeira indígena brasileira a discursar na abertura de uma conferência do clima da ONU. Agora, outros jovens, como Maryellen Crisóstomo, estão prontos para levar suas vozes à COP30. Maryellen, que representa a comunidade quilombola do território Baião, destaca a necessidade de traduzir a agenda climática para a vivência de seu povo, afirmando que a justiça climática não pode ser alcançada sem o reconhecimento dos direitos das comunidades quilombolas.
Desafios para a participação
Apesar da maior oportunidade de acesso em comparação com conferências anteriores, os jovens enfrentam desafios significativos, como altos custos e burocracia, que dificultam sua participação. Nathalia Purificação, comunicadora da Conaq, ressalta que a juventude quilombola é muitas vezes excluída de discussões importantes, e a estrutura das conferências tende a favorecer grupos privilegiados.
O papel dos jovens na luta climática
Samela Sateré Mawé, ativista indígena, expressa a necessidade de mobilização da juventude, afirmando que eles não são o futuro, mas o presente na luta pelo meio ambiente. Os jovens estão se organizando para fazer suas vozes ecoarem e garantir que suas experiências e conhecimentos sejam integrados ao debate sobre mudanças climáticas.
Conclusão
Com a COP30 se aproximando, a participação ativa de jovens de comunidades tradicionais é fundamental para promover uma agenda climática inclusiva e justa, onde as vozes de todos os povos sejam ouvidas e respeitadas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








