Jorge Messias pode ser o 4º AGU no STF desde 1985


Exercício de cargos no governo federal é comum entre ministros do Supremo

Jorge Messias pode ser o 4º AGU no STF desde 1985
Foto: Agência Brasil

Caso confirmado, Jorge Messias será o quarto AGU a chegar ao STF, seguindo ministros como Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Jorge Messias e sua possível indicação ao STF

Se confirmada a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), ele se tornará o quarto advogado-geral da União (AGU) a assumir uma cadeira na mais alta corte do Brasil desde 1985. Essa informação é relevante, uma vez que 11 dos 31 ministros que passaram pela corte desde a redemocratização ocupavam cargos no Executivo nacional, conforme levantamento feito pela Folha.

Contexto das indicações ao STF

Messias seguiria os passos de ministros como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça, que também foram chefes da AGU antes de serem nomeados ao STF. Entre os presidentes que indicaram esses ministros, José Sarney lidera, com três indicações. Já Fernando Henrique Cardoso e Lula fizeram duas cada, enquanto outros presidentes contribuíram com uma indicação. Curiosamente, Dilma Rousseff não nomeou ninguém do governo para a corte.

A trajetória de Jorge Messias

Atualmente, Messias ganhou destaque no governo ao herdar funções de Flávio Dino, recebendo consultas diretas de Lula sobre questões legais. Além de sua função como AGU, o cargo de ministro da Justiça é frequentemente associado a indicações ao STF. O atual cenário do tribunal apresenta apenas uma mulher entre os 11 ministros, e nunca houve uma ministra negra na corte.

Implicações da nomeação

A possível nomeação de Messias pode ser vista sob a ótica da lealdade política e da estratégia eleitoral, especialmente em relação ao eleitorado evangélico. Entretanto, especialistas alertam que essa escolha pode prolongar a crise no STF, sugerindo que o presidente Lula deveria considerar um legado de pluralismo na composição da corte. Essa situação reflete um padrão de indicações que prioriza a proximidade e a confiança entre o presidente e os indicados, algo que foi menos evidente durante o governo de Dilma Rousseff.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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