Futebol como símbolo de luta e esperança para refugiadas

Após a proibição do Talibã, jogadoras afegãs encontram no futebol uma forma de resistência e esperança no Marrocos.
Em outubro de 2025, após a proibição do Talibã que impede mulheres de praticarem esportes, jogadoras afegãs encontram no futebol uma forma de resistência e esperança. Recentemente, elas estrearam em um torneio amistoso no Marrocos, onde competiram contra seleções internacionais.
A luta pela liberdade no esporte
Manoozh Noori, uma jogadora de 22 anos, relembra o impacto da volta do Talibã ao poder em 2021: “eu queria morrer”. Desde então, as mulheres afegãs foram excluídas de diversas áreas, incluindo o esporte. Antes de fugir, Noori enterrou seus troféus e medalhas, representando a dor de um sonho interrompido. Em contrapartida, agora, ela e suas companheiras de equipe lutam para serem a voz de todas as mulheres que não podem se expressar.
Desempenho e esperança
A equipe, que já enfrentou o Chade e a Tunísia e venceu a Líbia por 7 a 0, simboliza mais do que apenas a competição, mas uma luta por direitos e igualdade. Nilab Mohammadi, ex-soldada e jogadora, afirma que para elas, o futebol não é só um jogo, mas uma representação de vida e esperança. A FIFA, embora ainda não tenha oficializado a equipe como a seleção nacional feminina afegã, é vista como um passo importante na recuperação de seus direitos.
Inspirando novas gerações
As jogadoras, como Mina Ahmadi, que sonha em jogar na Europa, demonstram que, apesar das dificuldades de adaptação, a determinação e a força são essenciais. A especialista Aish Ravi destaca que essas mulheres são uma fonte de inspiração, tendo superado muitas adversidades para jogar futebol. O objetivo é claro: fazer com que a equipe seja reconhecida como a verdadeira seleção nacional do Afeganistão, simbolizando a liberdade e a luta das mulheres afegãs.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








