Itamar Vieira Junior encerra trilogia com “Coração sem Medo”


Autor apresenta nova obra que discute identidade e opressão

Itamar Vieira Junior encerra trilogia com "Coração sem Medo"
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

"Coração sem Medo" traz a história de uma mãe em busca do filho desaparecido em Salvador.

Na próxima semana, o autor Itamar Vieira Junior lançará “Coração sem Medo”, encerrando a trilogia iniciada com “Torto Arado” em 2019. A nova obra se passa em Salvador e narra a história de Rita Preta, uma mãe solo que busca seu filho desaparecido. Vieira Junior, que já conquistou prêmios como o Jabuti, discute a condição das mulheres negras e a luta por dignidade na sociedade atual.

A trajetória da trilogia

“Coração sem Medo” é o terceiro livro da trilogia que começou com “Torto Arado” e continuou com “Salvar o Fogo”. A obra anterior se concentrava no sertão baiano, enquanto a nova narrativa traz a realidade urbana de Salvador, abordando a opressão que os personagens enfrentam em suas vidas. Rita Preta, descendente de Donana, vive a jornada dolorosa de procurar seu filho em uma comunidade marcada pela violência e abandono.

Reflexões sobre identidade e opressão

Vieira Junior destaca que ainda existem muitas mulheres como Rita na vida real, enfrentando lutas diárias e desafios. Ele argumenta que a escolha de narrar a dor dessas personagens é fundamental, pois reflete a experiência de uma parte significativa da população que ainda vive em condições subalternas. A obra busca dar voz a essas histórias e resgatar a dignidade das personagens femininas.

O impacto e a crítica literária

O autor também comenta sobre a crítica recebida por suas obras, refletindo sobre como a literatura e a identidade são percebidas. Ele defende a ideia de que a literatura deve ser uma expressão viva e acessível, desafiando as definições tradicionais que tentam limitar suas formas. A trilogia, e em particular “Coração sem Medo”, é uma alegoria sobre a terra e a identidade, onde as protagonistas negras têm protagonismo em suas narrativas.
A obra será lançada em um contexto social em transformação, onde a discussão sobre identitarismo e memória continua a ser relevante e necessária.


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