Atas do CNPS revelam preocupações com descontos indevidos em empréstimos

Atas do Conselho Nacional da Previdência Social revelam que irregularidades no consignado foram registradas há 20 anos.
Em reuniões realizadas desde 2005, integrantes do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) já sinalizavam para irregularidades nos descontos de empréstimos consignados nas aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. O alerta, que se estende até os dias atuais, revela a vulnerabilidade dos aposentados e pensionistas frente a práticas fraudulentas.
A origem dos alertas
Na 115ª reunião ordinária, em outubro de 2005, o colegiado discutiu o aumento de casos de descontos indevidos. Na época, o percentual de reclamações em relação às autorizações de empréstimos não solicitados atingia 15,7%. Essa situação, segundo representantes da Ouvidoria do Ministério da Previdência, gerava preocupações, especialmente em uma população majoritariamente composta por idosos e pessoas com deficiência.
O papel do INSS e medidas recentes
O atual presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, implementou uma série de ações para fortalecer a proteção dos beneficiários contra fraudes, incluindo a exigência de biometria facial para desbloqueio de benefícios para empréstimos. Desde 2020, medidas rigorosas têm sido adotadas, culminando em 1.962 ações administrativas contra práticas inadequadas.
O cenário atual
A situação atual é marcada por investigações que buscam apurar fraudes nos empréstimos consignados, em paralelo com ações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. As irregularidades estão sendo monitoradas em um esforço contínuo para assegurar a legalidade e a transparência nas operações financeiras.
O INSS, por sua vez, reforça que as instituições financeiras devem adotar melhores práticas para combater fraudes, em consonância com as diretrizes da Autorregulação do Consignado, em vigor desde 2020.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








