Investigação sobre operações do Rioprevidência com a Master Corretora é solicitada


Ministério da Previdência aponta indícios de uso de informação privilegiada em transações

Investigação sobre operações do Rioprevidência com a Master Corretora é solicitada
Ministério da Previdência solicita investigação sobre operações. Foto: Divulgação Governo do RJ

Ministério da Previdência pede apuração de operações suspeitas entre Rioprevidência e Master Corretora, envolvendo R$ 2,9 bilhões.

Investigação sobre operações do Rioprevidência com a Master Corretora

O Ministério da Previdência Social do Brasil identificou operações financeiras suspeitas envolvendo títulos públicos federais realizadas pelo Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro) com a Master Corretora, empresa vinculada ao grupo controlado por Daniel Vorcaro. Essa investigação surge em meio a preocupações sobre possíveis irregularidades e o uso de informação privilegiada.

Ações do Ministério da Previdência

Em um relatório preliminar datado de 24 de novembro, o ministério acionou a Polícia Federal, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) para solicitar uma investigação detalhada. O documento aponta indícios de que o Rioprevidência investiu um total de R$ 2,9 bilhões em instituições ligadas à Master Corretora, e isso levanta questões sobre a transparência e a legalidade dessas transações.

Os técnicos da Previdência destacaram que o valor total investido pelo Rioprevidência no Banco Master, que foi liquidado recentemente devido a sérias violações às normas do sistema financeiro, inclui R$ 970 milhões em letras financeiras e R$ 1,32 bilhão aplicados em um fundo gerido pela Arena Capital, administrado pela Master Corretora.

Estrutura das operações e suas consequências

O relatório também menciona a natureza das operações de compra e venda de títulos, que ocorreram em intervalos muito curtos, sugerindo que essas transações poderiam ser prejudiciais ao regime previdenciário. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, o Rioprevidência teria movimentado cerca de R$ 1,95 bilhão em títulos públicos, o que, segundo os técnicos, não condiz com os princípios de uma gestão previdenciária, que deveria ter um horizonte de investimento a longo prazo.

Além disso, a análise sugere que as práticas adotadas poderiam reduzir a rentabilidade dos investimentos, onerando o regime com custos de transação desnecessários. O desempenho do fundo Arena, por exemplo, foi considerado substancialmente ruim, registrando apenas 2,03% de retorno acumulado, enquanto o CDI no mesmo período alcançou 12,10%.

Respostas do Rioprevidência e da Master Corretora

Em resposta às acusações, o Rioprevidência negou qualquer irregularidade e afirmou que as alegações do ministério são infundadas. A instituição busca responsabilizar os técnicos que elaboraram o relatório, enquanto a Master Corretora não forneceu respostas aos questionamentos feitos pela imprensa. A Arena Capital, por sua vez, defende que não houve perdas reais para os cotistas, atribuindo as oscilações a movimentações temporárias de mercado.

Conclusão e próximos passos

A situação envolvendo o Rioprevidência e a Master Corretora reflete uma complexa rede de operações financeiras que agora está sob investigação. Com a liquidação do Banco Master e as acusações de práticas de mercado questionáveis, as autoridades estão sob pressão para esclarecer os fatos e garantir a integridade do sistema previdenciário. O desfecho dessa investigação pode ter impactos significativos não apenas para os envolvidos, mas também para a confiança dos investidores no sistema financeiro do Rio de Janeiro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação Governo do RJ


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