CPI do INSS apura transferências feitas pela Amar Brasil Clube de Benefícios

CPI do INSS investiga transferências de R$ 176 mi da Amar Brasil a empresas ligadas a ex-dirigentes.
A CPI do INSS investiga a Amar Brasil Clube de Benefícios, que realizou transferências que somam R$ 176 milhões para empresas ligadas à sua cúpula. As informações foram obtidas em um documento do Coaf a pedido dos parlamentares e incluem empresas do filho do presidente da Amar e de um ex-presidente da entidade.
Números e valores envolvidos
Segundo o documento, entre novembro de 2022 e abril de 2025, a Amar Brasil recebeu R$ 324,6 milhões do INSS. Durante o mesmo período, transferiu R$ 83 milhões a empresas de Felipe Macedo Gomes, um dos responsáveis pelo convênio com o INSS, e de Américo Monte Jr., filho do atual presidente. Além disso, foram repassados R$ 92,8 milhões para outras firmas associadas a eles.
Controvérsias e defesas
O advogado Rogério Cury, que representa alguns dos citados, alegou que as contratações foram declaradas às autoridades competentes. Contudo, a investigação levanta questões sobre a capacidade da Amar Brasil de oferecer benefícios legítimos, dada a falta de filiais e funcionários registrados por um ano, segundo dados oficiais.
Contexto da investigação
A Amar Brasil foi criada em novembro de 2020 e obteve autorização para realizar descontos em aposentadorias em agosto de 2022, poucos meses antes da constituição das empresas que receberam os recursos. As entidades envolvidas no escândalo tinham convênios com a Previdência para realizar descontos em benefícios, muitas vezes sem a anuência dos aposentados.
Próximos passos da CPI
As investigações continuam e novas evidências podem surgir conforme a CPI aprofunda sua análise sobre as operações da Amar Brasil e suas conexões com os pagamentos às consultorias.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








