Líder do PT na Câmara pede à Polícia Federal apuração sobre aplicações do Rioprevidência

Líder do PT solicita à PF investigação sobre investimentos do governo no Banco Master, mesmo após alertas de risco.
Pedido de investigação sobre o Banco Master
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira (18) uma representação na Polícia Federal, solicitando a ampliação da investigação relacionada ao Banco Master. A solicitação surge em meio à preocupação com as aplicações do Rioprevidência, o fundo do governo do Rio de Janeiro responsável por gerir os recursos das aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores públicos estaduais.
Alertas do Tribunal de Contas sobre investimentos
O deputado menciona em sua representação que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia alertado, em outubro, sobre um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão que foi realizado em aplicações do Banco Master. Esses aportes continuaram mesmo após a evidência de que a instituição enfrentava uma crise financeira. Lindbergh Farias destaca que a alocação de recursos consideráveis em uma instituição sob investigação, sem justificativas sólidas, pode representar um dano ao erário e risco aos beneficiários do sistema previdenciário.
Oitiva de autoridades e gestores
Na representação, o parlamentar solicita que sejam realizadas oitivas com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), além de presidentes e ex-presidentes da Rioprevidência e diretores financeiros envolvidos nas decisões de investimento. Lindbergh alega que, se ficar comprovado que o Banco Master utilizou operações fraudulentas para atrair recursos públicos, a conduta pode ser enquadrada como gestão fraudulenta.
Intervenção do Banco Central
Na mesma data, o Banco Central decretou a intervenção especial temporária do Banco Master por um período de 120 dias e a liquidação do conglomerado. O presidente da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal em decorrência das investigações. O TCE já havia informado que o Rioprevidência tinha cerca de R$ 960 milhões alocados em letras financeiras do Master, que não contavam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Concentração crítica de investimentos
Apesar dos alertas do tribunal, novos investimentos continuaram sendo feitos. Técnicos já haviam apontado para uma “concentração crítica” do patrimônio do Rioprevidência no Banco Master. Em declarações, a conselheira Mariana Montebello Willeman, relatora do caso, afirmou que a gestão do Rioprevidência assumiu riscos significativos, mesmo em um cenário que exigia cautela máxima.
Resposta do Rioprevidência
Em nota, o Rioprevidência defendeu seus investimentos, alegando que o valor efetivamente investido no Banco Master foi de cerca de R$ 960 milhões, e que a operação estava regular e de acordo com os parâmetros legais. A autarquia também destacou que, desde a notificação do TCE-RJ em 2024, não foi feito nenhum novo investimento na instituição.
Conclusão
A situação envolvendo o Banco Master e o investimento do governo Cláudio Castro continua a gerar controvérsias e preocupações sobre a gestão dos recursos públicos no estado do Rio de Janeiro. Autoridades e a população aguardam os desdobramentos das investigações da Polícia Federal.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo








