A intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas já causou tragédias no Brasil, como a morte de 37 pessoas na Bahia em 1999. Recentemente, o Ministério da Saúde investiga casos de contaminação que resultaram em 14 mortes em 2025. Historicamente, as vítimas são, em sua maioria, pessoas em situação de vulnerabilidade. O governo realiza ações de fiscalização em estabelecimentos para combater a adulteração de bebidas.

Em 1999, 37 pessoas morreram na Bahia devido à ingestão de cachaça contaminada por metanol. O Ministério da Saúde investiga casos recentes de intoxicação.
Na Bahia, em março de 1999, 37 pessoas morreram após ingerirem cachaça clandestina contaminada por metanol; a intoxicação afetou cerca de 300 pessoas em dez municípios. O caso é um dos mais graves já registrados no Brasil e traz à tona a preocupação com a adulteração de bebidas. Atualmente, o Ministério da Saúde investiga mais de 190 casos suspeitos de contaminação, com 14 mortes confirmadas até o momento.
Números e indicadores do caso
O Ministério da Saúde relata que a média anual de intoxicações por metanol no Brasil é de 20 casos. Em 2025, até agora, 14 mortes estão sob investigação, com 195 casos suspeitos de contaminação. Historicamente, as vítimas eram em sua maioria pessoas em situação de vulnerabilidade, como aquelas que consumiam bebidas adulteradas diretamente.
A resposta das autoridades
As autoridades estão em alerta, e o Ministério da Agricultura está realizando ações de fiscalização em fabricantes e distribuidores de bebidas. O objetivo é identificar locais que possam estar relacionados aos casos recentes de intoxicação. Em 1999, medidas emergenciais foram tomadas, incluindo a interdição de mercados e a destruição de milhares de litros de cachaça contaminada.
Casos históricos de intoxicação
Além do caso de 1999, outros incidentes graves ocorreram, como em Diadema, onde quatro pessoas morreram após consumir uma bebida adulterada conhecida como bombeirinho, e em Santo Amaro, onde 16 mortes foram registradas em 1990. Essas tragédias destacam a necessidade de um controle mais rigoroso sobre a produção e venda de bebidas alcoólicas, especialmente aquelas de origem clandestina.
Conclusão
As tragédias relacionadas à intoxicação por metanol ressaltam a importância de regulamentações eficazes e fiscalização para garantir a segurança das bebidas consumidas pela população. As investigações em curso são essenciais para prevenir novos casos e proteger os cidadãos.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








