Intervenções ilegais na América Latina: Lula critica manobras retóricas


Presidente brasileiro se pronuncia em cúpula na Colômbia

Intervenções ilegais na América Latina: Lula critica manobras retóricas
Lula durante a cúpula na Colômbia. Foto: Luis Acosta/AFP

Lula critica o uso de manobras retóricas para justificar intervenções ilegais na América Latina durante cúpula na Colômbia.

No dia 9 de outubro de 2023, na Colômbia, durante a 4ª cúpula da União Europeia e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (UE-Celac), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “velhas manobras retóricas” estão sendo utilizadas para justificar intervenções ilegais na América Latina. Ele ressaltou que a violência militar tem se tornado uma ameaça recorrente para a região.

Contexto das declarações

Lula destacou que os Estados Unidos têm bombardeado embarcações nas águas da América do Sul, sem apresentar provas concretas sobre ligação destas com o tráfico de drogas venezuelano. Os ataques, que resultaram na morte de ao menos 66 pessoas, geram uma preocupação crescente entre os países da região, especialmente em um cenário onde a Celac enfrenta dificuldades para unificar uma posição contra as ações militares americanas.

Repercussões políticas

A participação de Lula na cúpula foi marcada pela presença esvaziada de líderes latino-americanos, muitos dos quais temem represálias do governo Trump. A viagem do presidente brasileiro, programada em caráter emergencial, tinha como objetivo manifestar oposição à mobilização militar dos EUA contra a Venezuela e reafirmar o desejo de uma América Latina em paz.

Desafios da Celac

Apesar das intenções de Lula, a fragmentação política da Celac torna difícil a formação de um consenso contra as pressões externas. Recentemente, os países membros tentaram elaborar um comunicado expressando preocupação com a presença militar dos EUA, mas a falta de acordo levou a uma declaração sem menções explícitas ao presidente americano ou às suas políticas, com várias nações optando por não assinar o documento proposto.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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