Série especial aborda a Mata Atlântica e os Maxakalis

A série especial do Jornal Nacional mostra como os Maxakalis estão trabalhando na recuperação da Mata Atlântica, com foco na Conferência do Clima da ONU em Belém.
Faltam duas semanas para a Conferência do Clima da ONU, em Belém, e o Jornal Nacional vai mostrar iniciativas de recuperação dos biomas do Brasil. Elas apontam caminhos possíveis para enfrentar o desafio global da crise climática por meio de ações locais. Nesta série especial de reportagens, Pedro Bassan e Lucas Cerejo começam pela Mata Atlântica, com os sinais de esperança no ressurgimento do verde.
A realidade dos Maxakalis
Os Maxakalis, um povo da floresta, sentem a ausência da vegetação que outrora habitava sua terra. As terras indígenas na divisa de Minas com a Bahia começaram a ser demarcadas na década de 1940, mas a destruição da Mata Atlântica se intensificou. Um incêndio destruiu 20% do território Maxakali, que agora luta para restaurar a floresta através do projeto Hãmhi, que significa “terra viva”. Em dois anos, a iniciativa já apresentou resultados, com a comunidade plantando e cuidando de novas árvores.
O papel do Brasil na restauração florestal
O Brasil se destaca como líder mundial em tecnologia para restaurar grandes extensões de floresta, com uma meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. O projeto de restauração ambiental atrai investimentos de empresas estrangeiras, que buscam compensar suas emissões de carbono. O cientista ambiental Bernardo Strassburg ressalta a importância do dinheiro na viabilização dessas iniciativas.
O futuro da Mata Atlântica e dos Maxakalis
Com o retorno das árvores, os Maxakalis esperam que a fauna também retorne. A esperança se renova com o canto dos pássaros e a resiliência da natureza. O projeto Hãmhi não é apenas uma luta por sobrevivência, mas uma afirmação da cultura e da identidade desse povo. A terra está viva, e os Maxakalis estão determinados a reescrever sua história com a natureza.








