Conheça o trabalho do Instituto Zág e a luta pela preservação da araucária

O Instituto Zág tem como meta plantar um milhão de araucárias e preservar a biodiversidade da Mata Atlântica.
O Instituto Zág, fundado por Isabel Gakran e Carl Nduzi Gakran, busca preservar a araucária, árvore símbolo da Mata Atlântica, criticamente ameaçada. Desde 2016, o grupo já plantou cerca de 130 mil mudas, com a ambição de chegar a um milhão em 10 anos. “Ninguém melhor do que nós, os povos indígenas, para trazer essa floresta de volta”, afirma Isabel, cofundadora da iniciativa.
A luta pela araucária
As araucárias, conhecidas como Zág, têm um significado cultural e espiritual profundo para os povos indígenas, além de serem essenciais ecologicamente. No entanto, a espécie enfrentou drásticas reduções populacionais devido ao desmatamento e à exploração madeireira, resultando em menos de 3% de sua cobertura original na Mata Atlântica.
O papel do Instituto Zág
O Instituto Zág foi fundado para combater a extinção da árvore, com a participação ativa da comunidade indígena, incluindo mulheres e jovens. Eles têm recebido reconhecimento internacional por seu trabalho e já participaram de conferências globais sobre clima. Mesmo fora da COP30, planejam continuar seu trabalho de reflorestamento.
Desafios enfrentados
Os desafios incluem o alto custo das mudas e a poluição gerada por materiais não biodegradáveis. O instituto busca soluções sustentáveis e já venceu prêmios que reconhecem sua contribuição para a justiça climática e a proteção da biodiversidade. A atuação do Instituto Zág é um exemplo de como o saber indígena pode contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, promovendo práticas sustentáveis e respeitando o conhecimento tradicional.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








