Ministério Público Federal recomenda fiscalização em área do povo Noke Koi

Denúncias de invasão em terras indígenas do povo Noke Koi em Cruzeiro do Sul geram ação do MPF.
Denúncias sobre ocupação ilegal de terras indígenas em Cruzeiro do Sul, Acre, levaram o Ministério Público Federal (MPF) a agir. O povo Noke Koi, com 895 membros, solicita fiscalização urgente para retirar invasores da Terra Indígena Campinas/Katukina, após relatos de uso de mata virgem para pasto.
Ação do Ministério Público
O procurador Luidgi Merlo Paiva dos Santos recomendou que o Ibama e a Polícia Federal realizem uma fiscalização no local em até 30 dias. A medida visa destruir estruturas ilegais e, caso ainda haja pessoas no local, lavrar flagrante de crime ambiental.
Denúncias e resposta das autoridades
A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) relatou que os invasores plantam capim para alimentar gado na área. O MPF também exigiu que os órgãos informem, em até 10 dias, sobre as ações que tomarão frente à recomendação. Em julho, o Ibama havia atuado no local, mas os ocupantes ainda permanecem.
Histórico do povo Noke Koi
O povo Noke Koi é uma comunidade indígena originária do Acre, dividida em sete aldeias. As terras foram demarcadas em 1984 e homologadas em 1993, sendo fundamentais para sua sobrevivência. Além de práticas de manejo e agroflorestais, a comunidade se sustenta com a venda de artesanato e produção agrícola.








